Ações da Netflix atingem alta histórica

Por Redação | 05 de Agosto de 2015 às 08h37

As produções originais, a chegada ao Japão e um relatório financeiro bastante animador, revelado em meados de julho, contribuíram para uma alta história nas ações da Netflix. Em um dia de ligeira baixa na NASDAQ, a Bolsa onde operam boa parte das empresas de tecnologia, o serviço de streaming viu um aumento de 7,5% no valor de suas ações, que chegaram a US$ 121, o maior valor já negociado desde sua abertura de capital.

O recorde é mais uma notícia boa para a plataforma, que, de acordo com as palavras de seus próprios executivos, vem tendo seu melhor ano desde o início das atividades. Desde janeiro, as ações da Netflix já se valorizaram mais de 143%, uma alta motivada pelo bom desempenho da companhia e sua expansão territorial cada vez maior.

A principal razão para a valorização desta terça-feira (04) foi o anúncio de que a Netflix finalmente chegaria à Ásia. Com a abertura de uma conta oficial no Twitter e um comunicado enviado à imprensa, o serviço anunciou o início de suas atividades no Japão para o dia 2 de setembro, com um portfólio que traz suas séries originais, produções estrangeiras e conteúdo local. A Terra do Sol Nascente será a primeira nação do continente a receber a plataforma, que deve chegar a outros países da região ainda neste ano.

De acordo com o CEO Reed Hastings, um dos focos dos primeiros meses de atuação da Netflix no Japão será em sua política de preços, que deve ser compatível com o estilo de vida dos japoneses, que ainda enxergam o mercado de streaming e conteúdo digital de maneira bem diferente dos ocidentais. Além disso, parcerias com empresas como Panasonic, Toshiba e Sony serão realizadas para que as smart TVs das marcas não apenas já venham com o app do serviço instalado, mas também tenham botões dedicados nos controles remotos.

E na medida em que novos usuários devem chegar com a expansão regional da Netflix, pesquisas apontam que os atuais membros estão pouco propensos a deixar o serviço. De acordo com uma pesquisa feita pela consultoria RBC Capital Markets, apenas 6% dos usuários estariam dispostos a cancelar suas assinaturas nos próximos três meses, mesmo com os aumentos anuais, uma amostra de que a plataforma está agradando sua base em termos de preço e conteúdo.

Para os especialistas, conta muito o fato de que uma assinatura da Netflix custa muito menos que um pacote de TV a cabo. No Brasil, por exemplo, o serviço tem valores de assinatura a partir de R$ 19,90 por mês, enquanto as grandes operadoras oferecem valores que multiplicam esse total em algumas vezes, mesmo quando se fala em promoções ou ofertas temporárias.

Fatores de mercado

Aspectos financeiros e bem mais conectados ao andamento do setor de ações também são apontados como responsáveis pelo momento estrelado vivido pela plataforma. O faturamento da empresa no primeiro semestre de 2015 foi de US$ 3,2 bilhões, um aumento de 23% em relação ao mesmo período do ano passado. O lucro caiu, mas isso não se deve a perda de usuários, e sim ao investimento gigantesco que vem sendo feito em produções originais e expansões para novos países.

Outros fatores também contam bastante, como um split nos papéis da empresa e a saída de um de seus principais investidores, Carl Icahn, que afirmou publicamente preferir a Apple à Netflix. Tais acontecimentos motivaram uma maior movimentação no mercado e permitiu que novos players se tornassem acionistas, voltando as atenções do mercado para as ações da companhia.

A expectativa é que a coisa melhore ainda mais nos próximos dois trimestres. A chegada de novos assinantes e o lançamento em mais países devem trazer consigo pelo menos alguns milhões de novos assinantes, aumentando ainda mais o faturamento e os lucros da Netflix. A expectativa do mercado, então, é que a alta recorde da empresa se torne ainda maior.

Fonte: TechCrunch

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