A expansão do streaming e da indústria do entretenimento em meio a pandemia

Por Lara Krumholz | 20 de Maio de 2020 às 10h00
Pixabay

Entretenimento, games, cuidados de saúde, serviços e e-commerce são áreas que mais ganharam protagonismo desde o início do isolamento, diante dos novos hábitos provocado por toda a crise do coronavírus. Com o fechamento de parques, cinemas, shopping centers e teatros por tempo indeterminado, o entretenimento online passou a ser uma forma de consumo de conteúdo, lazer e distração diante das incertezas.

Além dos meios tradicionais, como TV aberta e fechada, plataformas de streaming como Netflix, Globo Play, Amazon Prime avançam em ritmo forte. As lives, que são a novidade do momento, surpreendem e estabelecem conexões - à distância -, e repercutindo nas redes sociais.

Traduzindo em dados, desde o início da pandemia, o consumo global de mídia aumentou 15%, de acordo com dados da Nielsen, com uma das maiores audiências dos últimos cinco anos sendo registrada durante a crise do novo coronavírus. E as plataformas de vídeo e live streaming cresceram 66%.

Na Europa, a procura pela Netflix foi tão grande que a empresa precisou retirar a exibição dos vídeos em HD para manter a estabilidade da conexão local. No Brasil, um estudo realizado pela Kantar mostrou que 50% dos usuários da internet estão buscando mais esses serviços.

Entre o booms das lives na internet, temos show da Marília Mendonça, que alcançou o recorde mundial com mais de 3,2 milhões de pessoas conectadas simultaneamente no YouTube. Dava para imaginar um número tão expressivo antes do coronavírus? As marcas também entraram nessa conversa e começaram a apoiar diversas lives e artistas. No Instagram, há transmissões ao vivo para os mais diferentes gostos, e os canais de TV fechada passaram a exibir lives como o One World: Together at home.

O que tudo isso significa, o que será o streaming pós-pandemia? Com tantas incertezas que rondam, podemos não ter uma ideia clara, mas sabemos que será muito mais relevante do que antes e terá um poder de impacto e de influência cada vez maior no nosso consumo de conteúdo e de entretenimento. Também na conexão entre marcas e consumidores, especialmente o streaming online, a partir de curadorias e ações bem estruturas de brand content, como a possibilidade de fazer um Live Sync, ou seja, sincronizar a publicidade com base nas lives.

Estamos em um período que demanda de nós uma abertura enorme para entender esses novos tempos e para enxergar as novas oportunidades. Como escreveu Alvin Toffler, um dos mais renomados futurólogos, “o analfabeto do século XXI não será aquele que não consegue ler e escrever, mas aquele que não consegue aprender, desaprender e reaprender”.

As marcas precisam se adequar a esses hábitos novos hábitos de consumo; e empresas de tecnologia têm que oferecer cada vez mais soluções que potencializam esses conteúdos criativamente. Afinal, após esse período de isolamento social, vem um novo mundo que está sendo construído agora. Estaremos prontos para ele?

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