Número errado em transferência online custa US$ 40 mil para mulher distraída

Por Redação | 15 de Fevereiro de 2013 às 08h00

Durante cerca de dois anos uma cabeleireira do Reino Unido pensou que estava realizando transferências regulares todos os meses para uma conta conjunta que mantinha com o marido, mas na verdade ela estava depositando cerca de US$ 1.500 mensalmente para uma pessoa desconhecida.

Conforme informações do britânico The Guardian, a confusão foi gerada por causa da digitação errada de um número na hora das transferências. O prejuízo total para o casal foi de cerca de US$ 40 mil. É claro que a pessoa que recebia a quantia mensalmente não era provida de uma moral exemplar, já que não se manifestou em momento algum a respeito dos estranhos depósitos em sua conta.

Legalmente, a cabeleireira tem todo o direito de exigir o dinheiro de volta - ninguém tem o direito de manter o dinheiro erroneamente creditado na sua conta. Mas consegui-lo de volta é um assunto completamente diferente. Isso porque o banco que recebeu o dinheiro depositado mensalmente explicou que ele foi sacado da conta em caixas eletrônicos.

Um porta-voz da instituição financeira explicou ao Guardian que "o último pagamento transferido foi recuperado, mas os pagamentos anteriores não estavam mais na conta. O destinatário foi contatado, mas verificamos que ele não tem recursos para pagar".

As instituições envolvidas no caso argumentam que o erro foi da cliente, e que ainda há um risco do processo ser fraudulento caso o casal tenha realizado pagamentos para determinada pessoa e depois alegaram que a conta estava errada.

Muitos podem falar que a distração teria que ser muito grande para transferir dinheiro mensalmente para uma conta sem conferir o nome do destinatário titular, por exemplo, mas no caso de transferências online, geralmente, o que realmente vale são os números envolvidos no procedimento, e não os nomes.

Para que a cabeleireira enganada consiga tentar reaver seu dinheiro por meio da justiça é preciso que ela saiba o nome do destinatário, mas para isso precisa de uma ordem judicial, já que as políticas do banco protegem a privacidade de seus clientes.

Fique por dentro do mundo da tecnologia!

Inscreva-se em nossa newsletter e receba diariamente as notícias por e-mail.