"Roberto Bolaños foi um renascentista", diz ator de Senhor Barriga

Por Rafael Romer | 04 de Dezembro de 2014 às 17h15

O ator mexicano Edgar Vivar, intérprete dos personagens Senhor Barriga e Nhonho, comparou o colega Roberto Gómez Bolaños, o Chaves, à um renascentista durante seu painel na tarde desta quinta-feira (04) na Comic Con Experience.

"Roberto Bolaños era um renascentista, ele experimentava com as coisas, errava, acertava", disse sobre o amigo, que faleceu no última sexta-feira (28). Para Vivar, Bolaños foi muito mais que só um ator, mas um artista que também gostava de escrever histórias, era roterista e também dirigia.

Ao ser questionado sobre a relação com o colega e sua participação, Vivar se emocionou e disse que se sente abençoado por ter participado das séries. "Eu posso andar do Alasca à Terra do Fogo que vou ter amigos", disse. "É uma coisa incrível".

Edgar Vivar

O ator Edgar Vivar durante sua apresentação na Comic Con Experience nesta quinta-feria (4) (foto: Rafael Romer/Canaltech)

O ator contou algumas curiosidades sobre os seriados Chaves e Chapolin. Sobre um dos mais populares episódios de Chaves, no qual os personagens da vila saem de férias para Acapulco, Vivar revelou que o episódio foi "horrível" de gravar.

"Estava muito quente e eu tinha que usar um bigode falso, me barbear e passar cola para colocar o bigode todos os dias", contou. "E o hotel estava cheio de americanos e eles não entendiam o que estavam acontecendo, tínhamos que ficar explicando".

Embora reconheça que o episódio foi um dos mais significativos da série, Vivar confessou que o seu favorito foi o especial de Natal.

Para delírio de todos os presentes, que foram aos prantos, o ator também trouxe para a CCXP um antigo vídeo dos bastidores dos programas Chaves e Chapolin gravado com uma câmera Super 8. Nas imagens, o todo o elenco poder ser visto durante os ensaios das cenas do episódio de Acapulco, nos estúdios da Televisa e nas viagens para apresentações na América Latina.

O Brasil foi o único país da América Latina que não recebeu um tour de shows ao vivo do elenco. De acordo com Vivar, a vinda da trupe para o país chegou a ser fechada em contrato, mas acabou não dando certo por resistência do próprio Bolaños, que acreditava que o show perderia a essência se tivesse que usar tradutores para "legendar" o conteúdo do espanhol para o português.

Ao final da apresentação, ao se emocionar novamente ao falar de Roberto Bolaños, Vivar deixou uma nova mensagem ao público brasileiro. "Não fiquem tristes pelo Roberto, ele está em um lugar melhor que a gente", disse. "O melhor presente que vocês poderiam dar para ele seria um sorriso, o mundo precisa de sorrisos".

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