Presidente do Equador estaria na mira da CIA por dar asilo a Julian Assange

Por Redação | 08 de Janeiro de 2013 às 12h20

Na última sexta-feira (04), o repórter chileno Patricio Mery entregou às autoridades do Equador documentos e supostas evidências que visam provar que a Agência Central de Inteligência Norte-americana (CIA) planeja uma tentativa de assassinato contra o presidente Rafael Correa.

Segundo informações divulgadas pela agência pública de notícias Andes, o atentado seria motivado pelo asilo político concedido ao criador do Wikileaks, Julian Assange, no último ano, e também pela desativação de uma base dos Estados Unidos que funcionava no Equador até 2009.

O ministro das Relações Exteriores do país, Ricardo Patiño, junto à imprensa de Quito, foi quem recebeu o relatório do repórter com as acusações contra a CIA. Patricio explicou durante uma entrevista à Andes que demorou cerca de cinco anos para levantar todo o material apresentado, e sua pesquisa explora as relações entre autoridades chilenas, que, segundo ele, também fazem parte do plano contra o presidente do Equador, e a CIA.

Patricio Mery

O jornalista chileno Patricio Mery (Imagem: Andes)

O jornalista explica que contou com a ajuda de algumas fontes para montar sua pesquisa, que começou com algumas suspeitas de corrupção no país. Membros da Polícia de Investigações do Chile e até mesmo da ANI (Agência Nacional e Inteligência do país) estão entre as fontes citadas por Patricio.

Quando questionado sobre qual motivo o levou a escolher o ministro Ricardo Patiño para entregar sua denúncia, o jornalista disse que na verdade não quis qualificar quem seria a pessoa mais competente para lidar com aquela informação, mas que havia sido convidado por Patiño para fazer uma visita oficial ao país. "O que ele faz com essa informação é um problema do governo equatoriano, eu confio no julgamento do ministro", explica.

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