Policial à paisana vende iPhone roubado e depois prende quem aceita a oferta

Por Redação | 29 de Maio de 2013 às 17h23

Se um homem em um bar lhe oferece um notebook por R$ 100, você deve imaginar que provavelmente ele é roubado. Isso é o mínimo que espera de alguém com bom senso, correto? O mesmo acontece se alguém tentar vender um iPhone com um preço extremamente reduzido.

Porém, o que ninguém imaginava é que a Polícia de São Francisco, Califórnia, adotou um método pouco ortodoxo para testar suspeitos de receptação de objetos roubados. Oficiais à paisana ficam vagando por áreas conhecidas pelo comércio de bens roubados e oferecem às pessoas iPhones que declaram abertamente serem frutos de atos ilícitos.

A cena toda é uma isca, e caso alguém se habilite como comprador do smartphone, será preso pelo oficial disfarçado. A ideia por trás da operação é tentar quebrar o mercado de receptação para assim diminuir os roubos. "Se eles roubam o telefone, mas não podem vendê-lo, não há mercado. Estamos cortando a cabeça da serpente", explicou Joe Garrity, capitão da polícia de São Francisco, ao Huffington Post.

Não é difícil imaginar que nem todo mundo admira essa tática policial. Até porque ela dá a entender que os policiais disfarçados estão atraindo pessoas para cometer um crime. Uma das pessoas que é contra esse tipo de abordagem é Ted Balaker, da Reason TV.

Para ele, a polícia deveria se concentrar em resolver crimes não solucionados ao invés de criar iscas para atrair os receptadores. "Não há necessidade de policiais para criar crimes porque muitas pessoas já cometeram crimes, crimes muito piores do que furto de Apple", disse Ted por meio de um post.

Enquanto isso no Brasil...

Se o mesmo método fosse aplicado ao Brasil, a jovem que teve sua foto viralizada no Facebook esta semana graças a um iPhone perdido/furtado já estaria atrás das grades. Não conhece o caso? Um resumo: O fotógrafo André Batista perde seu iPhone. Pouco tempo depois, a foto de uma garota desconhecida segurando seu celular em frente ao espelho é postada na conta do Facebook do próprio André, que tentou entrar em contato com a dita-cuja, mas não obteve sucesso. Logo, o caso de furto passou a ser tratado na web como receptação de produto roubado.

Instagram do Canaltech

Acompanhe nossos bastidores e fique por dentro das novidades que estão por vir no CT.