Foragido há 14 anos, criminoso é pego graças a software de reconhecimento facial

Por Redação | 18 de Agosto de 2014 às 14h30

Neil Stammer aparentemente tinha uma vida normal. Apresentando-se em vários bares do estado do Novo México, nos Estados Unidos, Stammer contava inúmeras histórias sobre suas viagens pelo mundo e pessoas que conhecera nelas. Contudo, em 1999 o rapaz foi preso acusado de várias infrações, entre elas pedofilia e sequestro.

Os dias de reclusão de Stammer foram poucos, tendo ele fugido e tomado um chá de sumiço. Agora, 14 anos depois, o criminoso foi finalmente recapturado no Nepal graças a tecnologias de reconhecimento facial.

Segundo o FBI, o paradeiro de Stammer já era tido como caso perdido e a polícia já havia arquivado seu processo há anos. As coisas tomaram outro rumo no começo deste ano, quando o agente especial Russ Wilson foi designado para assumir a área de fugitivos do FBI no Novo México. "Além dos fugitivos atuais, me foi dada uma pilha de casos antigos não resolvidos", disse Wilson num depoimento. "O de Stammer foi o que mais me chamou atenção", conta.

Ressabiado com o caso de Stammer, Wilson decidiu reabrir o processo e colocar o cartaz de "Procurado" de volta às ruas. O mais interessante de tudo é que enquanto Wilson se decidia sobre reabrir o caso ou não, o Serviço de Segurança Diplomática dos EUA deu início a testes de um novo software que busca por fraudes em passaportes norte-americanos.

O cartaz de procurado divulgado pelo FBI mostra que Stammer foi acusado de abuso sexual contra menores, pedofilia e sequestro. Ele estava foragido há 14 anos.

O cartaz de procurado divulgado pelo FBI mostra que Stammer foi acusado de abuso sexual contra menores, pedofilia e sequestro. Ele estava foragido há 14 anos (Imagem: Reprodução/FBI)

Ao acaso, a foto de Stammer foi identificada no passaporte de alguém chamado Kevin Hodges. Dai em diante, Wilson diz que tudo ocorreu muito rápido. Ele logo conseguiu descobrir que Stammer estava no Nepal e que trabalhava como professor de inglês em escolas do país. "Ele tinha uma vida bem confortável e tranquila no Nepal", declarou Wilson. "A impressão que dá é que ele jamais desconfiou que seria pego".

O caso de Neil Stammer é mais um exemplo de como a tecnologia pode ser empregada para o bem social. O uso correto dela não só na área da segurança, como também na saúde (e até entretenimento adulto) pode trazer benefícios inimagináveis para a população. Mesmo assim, o assunto é tratado com ceticismo por vários órgãos preocupados com a privacidade dos cidadãos.

Apesar de hoje parecer muito mais com o cineasta Quentin Tarantino do que com a foto de 1999 usada pelo FBI, Stammer foi reconhecido pelo software utilizado pela polícia

Apesar de hoje parecer muito mais com o cineasta Quentin Tarantino do que com a foto de 1999 usada pelo FBI, Stammer foi reconhecido pelo software utilizado pela polícia (Imagem: Reprodução/KRQE)

Recentemente, relatos deram conta que o FBI está montando uma base de dados que já conta com mais de 52 milhões de imagens de pessoas que podem ser rastreadas e encontradas pelo governo norte-americano. O assunto, como dá para imaginar, ainda renderá muito pano para manga.

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