Equipe do MIT quer levar experiência holográfica para a sala das pessoas

Por Redação | 23 de Junho de 2013 às 13h51

Se depender do rápido avanço da tecnologia, você não precisa ficar triste se não puder ir ao Estádio Mané Garrincha assistir ao holograma de Renato Russo no próximo dia 29, pois em breve poderá ter essa experiência na sala da sua casa.

Conforme informações da ABC News, engenheiros do laboratório de mídia do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) estão trabalhando em uma tecnologia que pode tornar vídeos holográficos uma realidade acessível.

A holografia não é como assistir uma TV 3D comum, pois ela não exige o uso de óculos e fica visível para todos, independentemente do ângulo em que estejam assistindo. Ou seja, não é apenas uma imagem bidimensional projetada. E não estamos falando apenas dos dispositivos com telas 3D que dispensam o uso de óculos, pois esses, como o Nintendo 3DS, possuem ângulos de visão pobres que acabam distorcendo as imagens. Além disso, eles não são considerados hologramas.

O que realmente define um holograma é a maneira como as imagens são construídas. Os hologramas dependem apenas da física da luz para se projetarem, diferente das imagens em telas 3D que contam com um tipo de ilusão de ótica de profundidade para isso.

Mas projetar um holograma a partir de uma TV não é uma tarefa fácil, pois isso exige alguns componentes especiais, e é aí que o laboratório do MIT está trabalhando. Este novo chip pode gerar bilhões de pixels que resultam em um holograma maior e mais colorido.

O chip do MIT é capaz de transmitir informações até dez vezes mais rápido do que os demais monitores holográficos. "Temos 50 gigapixels por segundo", disse Michael Bove Jr, o líder da equipe responsável pela pesquisa. "Se você está assistindo a uma HDTV com resolução 1080p, ela possui cerca de 100 megapixels por segundo. É como ter 500 HDTVs em um pequeno chip."

Mas a melhor parte é que o chip em si só custa algumas dezenas de dólares para ser produzido. E mesmo com todo o equipamento especializado para reproduzir as imagens, não deve custar mais do que algumas centenas de dólares, de acordo com Bove. Comparado com o display LCD de US$ 20 mil que normalmente é utilizado para vídeos holográficos, o novo chip é uma verdadeira pechincha.

Infelizmente, ainda é impossível saber quando veremos a tecnologia de Bove e sua equipe incorporada a novas TVs, pois o conceito ainda precisa ser aperfeiçoado. O laboratório do MIT também está estudando uma maneira de incorporar seu chip em monitores de computador e projetores maiores.

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