Cientistas testam rede mundial de troca de conhecimento entre robôs

Por Redação | 16 de Janeiro de 2014 às 11h10

Uma ideia digna de filmes de ficção científica começará a ser aplicada em breve pela Universidade de Eindhoven, nos Países Baixos. O projeto RoboEarth, que pretende criar uma rede conectada global para troca de conhecimento entre robôs, vai funcionar em caráter de testes em quartos falsos de hospital, montados especialmente para o trabalho.

O “cérebro compartilhado”, como está sendo chamado, deve ser capaz de aprender com as circunstâncias e compartilhar esse conhecimento entre quatro robôs, que estarão conectados a ele durante todo o tempo. Eles terão que realizar tarefas simples, como servir bebidas para pacientes ou observar sinais vitais.

Um banco de dados virtual será utilizado como depósito de todo o conhecimento e será constantemente atualizado, tanto pelas máquinas quanto pelos seres humanos que as controlam. Informações como mapas dos ambientes e potenciais perigos, por exemplo, serão carregadas em tempo real e estarão disponíveis para todos os outros.

Além da Universidade de Eindhoven, outras cinco instituições de ensino da Europa também participam do projeto RoboEarth, que conta ainda com alguns pesquisadores da Philips. De acordo com a BBC, o foco é a criação de robôs multitarefa, capazes de realizar diversas funções em vez de serem presos a uma única programação.

Além disso, o uso do armazenamento nas nuvens significará em uma redução de custos na produção das máquinas, que precisarão de menos componentes e um poder de processamento mais baixo. Muitos dos cálculos necessários serão feitos pelo RoboEarth e os resultados serão entregues prontos por meio da internet.

A expectativa dos cientistas é que a ideia seja aplicada de forma comercial daqui a 10 anos, quando os primeiros assistentes robóticos completos devem chegar ao mercado. O grande foco dos estudos é o auxílio a idosos e pessoas com necessidades especiais.

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