Artista faz retrato 3D com DNA encontrado em locais públicos

Por Redação | 09 de Maio de 2013 às 06h25

Heather Dewey-Hagborg é uma artista que cria obras inusitadas: ela recolhe coisas como saliva, cabelos e pontas de cigarros de locais públicos para extrair dados de DNA e criar retratos 3D baseados na genética. Por exemplo, se você jogar um chiclete mastigado ou uma bituca de cigarro na rua (não faça isso!), pode acabar em um dos retratos da artista. Vamos combinar que isso é bem assustador, mas ao mesmo tempo é muito legal.

O projeto que combina ciência e arte se chama 'Stranger Visions' (Visões Estranhas) e, enquanto deixa as pessoas intrigadas, também levanta questões sobre a privacidade genética. Cada uma das obras 3D começa quando a artista recolhe o material genético em locais públicos e, em seguida, os analisa no laboratório. Essa análise traz informações do DNA sobre o gênero, etnia e cor dos olhos do dono de cada amostra.

Os dados obtidos alimentam um programa de computador personalizado, capaz de traduzir as informações inseridas em um modelo de rosto 3D. Esse modelo então é impresso em uma impressora apropriada e o resultado são rostos sem corpo. Heather explica que eles não são cópias exatas da pessoa que deixou o DNA cair por aí, na verdade ela diz que eles possuem uma "semelhança familiar".

A história de como a artista resolveu criar esse projeto é tão estranha quanto a ideia propriamente dita. Tudo começou quando Heather se flagrou parada contemplando o fio de cabelo de um estranho, e não demorou para que combinasse isso com a visão de ciência forense da série de investigações criminais 'CSI'. Então, ela decidiu criar retratos 3D para levantar a polêmica da segurança genética de uma maneira artística.

Heather Dewey-Hagborg

Heather Dewey-Hagborg e seu "auto-retrato" feito a partir do DNA

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