Seleções e contratações serão cada vez mais digitais em 2022

Seleções e contratações serão cada vez mais digitais em 2022

Por Roseli Andrion | Editado por Claudio Yuge | 09 de Fevereiro de 2022 às 23h00
Envato/bialasiewicz

A seleção digital de profissionais se tornou realidade durante a pandemia de covid-19. Essa forma de recrutamento oferece vantagens tanto para empresas quanto para candidatos. “É possível encontrar o perfil ideal para a empresa mais facilmente”, afirma Márcio Monson, CEO da Selecty, desenvolvedora de software de recrutamento, seleção e admissão online.

O método permite, ainda, que mais candidatos concorram a uma vaga. Monson destaca que a tecnologia garante avaliação mais apurada do candidato e contratação mais precisa com celeridade e transparência. “Hoje há etapas online que favorecem o que não havia no modelo tradicional, especialmente em testes e análises.”

O executivo avalia que, nesse modelo, as vídeoentrevistas são fundamentais. “Na plataforma da Selecty, o recrutador pode configurar as perguntas que o candidato deve responder em vídeo. É possível fazer centenas de entrevistas simultâneas e conhecer um pouco mais de cada candidato sem bloquear a agenda do selecionador.”

Seleção digital é cada vez mais presente (Imagem: Reprodução/Envato/leungchopan)

Seleção híbrida

Para Monson, a seleção em fases híbridas é uma realidade. “A Selecty tem um módulo para organizar o encontro presencial, gerenciar o tempo médio de espera e tratar os candidatos de forma personalizada, sabendo quem ele é, por quem será entrevistado e de qual processo seletivo está participando”, explica.

Ele destaca, ainda, que algumas plataformas excluem candidatos por exigirem o preenchimento de formulários longos ou por utilizarem métodos que afastam quem não tem muito domínio da informática. Outras segregam candidatos ao usarem algoritmos que escondem profissionais nas buscas, uma vez que os perfis são buscados a partir de palavras-chave escolhidas pelo selecionador.

Por isso, o processo deve ser estruturado para considerar as características da organização. “Sem isso, a tecnologia pode atrapalhar”, aponta Monson. “Sem o ser humano, nada vai para frente. Nosso foco são as pessoas: desenvolver e empoderar o ser humano ao máximo, nas atividades que ele mais agrega valor, e automatizar as tarefas repetitivas.”

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