Mobilidade inteligente, educação e empregabilidade

Por Colaborador externo | 10 de Outubro de 2017 às 08h09
photo_camera ArturVerkhovetskiy/DepositPhotos

* Por Madalena Feliciano e Leonardo Macarrão Jr

O perfil dos estudantes vem se modificando de forma acentuada desde os anos 1990, impulsionado pela utilização da internet. Desde que surgiram os smartphones as pesquisas se tornaram muito mais rápidas, a um clique do aluno a partir de qualquer lugar.

Essa facilidade trouxe grandes benefícios ao estudante, que pode pesquisar assuntos diversos em curto prazo de tempo, coisa que não faria se precisasse se deslocar para acessar uma biblioteca física tradicional.

A tecnologia contribui com o crescimento intelectual e cultural dos alunos. Paralelamente, os trabalhos escolares passaram a ter mais qualidade técnica e também mais rigor na avaliação por parte dos professores, justamente por causa da facilidade de consulta e do maior acesso a novos acervos, pesquisas científicas e publicações técnicas, entre outros meios de informação.
 
Acompanhando esse processo de evolução surgiu ao aluno a possibilidade de cursos à distância, excelente para quem vive longe dos grandes centros urbanos e também para quem quer fazer cursos fora do Brasil sem sair de casa.
 
A evolução não parou por aí. Graças à disposição de professores em ajudar alunos a resolver exercícios, ensinar e reforçar conceitos, foram criadas aulas gravadas disponíveis a quem precisar. No canal Youtube surgiram cursos e, principalmente, aulas de curta duração em vídeo para todas as necessidades.
 
A neurociência já provou que cada pessoa tem um estilo de aprendizagem, isto é, algumas têm facilidade para aprender por meio de áudio, outras por imagens e vídeos, outras discutindo e outras pela prática.
 
Entender qual é o melhor método para si mesmo gera autoconhecimento e potencializa o autodesenvolvimento em curto prazo.
 
Do ponto de vista da construção de uma carreira, hoje sabemos que é preciso um pouco mais do que uma boa formação acadêmica para garantir a chamada empregabilidade, nome dado à capacidade de adequação do profissional às novas necessidades e dinâmica dos novos mercados de trabalho.
 
Nesse contexto a inteligência emocional do engenheiro é tão importante quanto sua habilidade técnica. Atuais indicadores do mercado de trabalho apontam que a maioria (aproximadamente 85%) das demissões se dá por problemas comportamentais e não técnicos.
 
A boa notícia é que por meio de alto impacto é possível preparar profissionais para a produtividade que o mercado exige e para os resultados que as empresas cobram.
 
Qual é o comportamento adequado diante de desafios? Qual deve ser a postura diante das mais variadas situações? O que deve ser feito para estar bem preparado para superar exigências e ser um profissional diferenciado? Qual é a importância de estar sempre aberto ao novo, à autorreflexão e à melhoria contínua de si mesmo?
 
Este momento de transição para a mobilidade inteligente em âmbito mundial, com novas tecnologias que afetam o ambiente das organizações, é uma convocação ao debate de ideias e compartilhamento de experiências, em especial na educação de engenharia.
 
Estamos de fato preparando engenheiros para o futuro? Essa questão define o foco das discussões do grupo de debatedores do painel de Educação de Engenharia do Congresso SAE BRASIL 2017, formado por estudantes, profissionais dedicados à pesquisa de aplicativos, à prática processos inovadores de aprendizado em universidades e em mídias sociais, e à gestão de carreira e treinamento para engenheiros. 
 
* Madalena Feliciano é CEO das empresas IPC – Instituto Profissional de Coaching e Outliers Carrers – Gestão de carreira e coaching; Leonardo Macarrão Jr é professor do curso de Engenharia de Produção da ESEG – Escola Superior de Engenharia e Gestão e membro do Comitê Educação de Engenharia do Congresso SAE BRASIL 2017

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