Recém-formados, gerentes, heads — a Loggi busca talentos para a sua área de TI

Recém-formados, gerentes, heads — a Loggi busca talentos para a sua área de TI

Por Rui Maciel | 20 de Setembro de 2021 às 08h45
Divulgação / Loggi

Não é exatamente uma novidade que as empresas mundo afora estão disputando a tapa profissionais de tecnologia. Apenas no Brasil, segundo dados da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), até 2024, 421 mil postos de trabalho serão criados no setor no país. No entanto, os cursos superiores da área formam menos de 50 mil profissionais da área anualmente. Ou seja, falta (muita) gente nesse mercado.

Por isso, as empresas precisam ser cirúrgicas na hora de atrair talentos para os seus quadros. E isso envolve não apenas oferecer bons salários e benefícios, mas também planejamento na contratação, o que envolve um alinhamento entre as áreas de TI e Recursos Humanos. E, nesse último, o setor exige cada vez mais profissionais com conhecimentos específicos para que a seleção de candidatos seja certeira.

E é aí que entra o Tech Recruiter, um profissional de RH especializado na contratação de talentos para a área de Tecnologia. Este especialista consegue entender não apenas as chamadas soft skills, mas também as hard skills (conhecimentos específicos em TI), para que o candidato esteja alinhado com os projetos de transformação digital da companhia.

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E para explicar como funciona o processo de contratação de profissionais para sua área de TI, o Canaltech conversa semanalmente com Tech Recruiters das maiores empresas do Brasil, além de startups. No papo, eles explicarão como todo processo é realizado, quais os perfis mais buscados e como essas companhias atraem — e retêm —esses talentos.

E na edição de hoje, nós conversamos com Fernanda Lelli, Tech Recruiting Coordinator da Loggi, uma das maiores LogTechs (startup especializada em logística) do país. E na entrevista, ela fala como a empresa seleciona os profissionais de TI, quais as especialidades mais buscadas, os desafios da Tecnologia para a área de Logística, o processo de recrutamento e muito mais. 

Fernanda Lelli, Tech Recruiting Coordinator da Loggi (Foto: divulgação)


Confira como foi o papo:

Canaltech - Atualmente, como está o ritmo de contratações de profissionais de TI pela Loggi? A empresa tem planos de crescimento na área para os próximos meses?

Fernanda Lelli: Segue crescendo em ritmo acelerado. Ano passado, mesmo durante a pandemia, dobramos nosso quadro de colaboradores. E na área de tecnologia não é diferente. Este ano, já tivemos mais de 100 vagas abertas para profissionais de Engenharia de Software, Produto e Design. Até o fim do ano, teremos diversas oportunidades para os mais diversos níveis de entrada, desde pessoas recém-formadas até Gerentes Seniores e Heads. 

Nossa previsão é que a quantidade de vagas aumente. Importante lembrar que todas as pessoas candidatas para posições em tecnologia na Loggi podem escolher se querem trabalhar em modelo híbrido ou 100% remoto.  Para quem não mora no Brasil, temos também vagas em nosso escritório de Lisboa.

CT - Atualmente, para quais posições a Loggi mais tem buscado profissionais para a sua área de Tecnologia? Engenheiros, desenvolvedores, Big Data, Inteligência Artificial?

F.L.: Temos vagas para todas as áreas de Tech, mas as principais são Software Engineers, Data Analysts, Product Managers, UX e Product Designers.

CT - Ao iniciar o processo de contratação de profissionais de TI, como é feito o planejamento entre o RH e a área de Tecnologia da Loggi? Que informações são trocadas entre os dois setores?

F.L.: Já temos um dos melhores times de tecnologia do país. E nosso grande objetivo é continuar investindo nos melhores talentos para construir um dos melhores times do mundo — e temos certeza de que estamos no caminho certo. Por isso, nosso projeto de construção de times não envolve apenas a contratação de novos profissionais, mas também grandes esforços e investimentos em desenvolvimento, aceleração de carreira e retenção destas pessoas.

Os objetivos de contratação são definidos no início do ano, entre as áreas de Tecnologia, Recrutamento Tech e Business Partners, levando em conta o plano de crescimento para o período. Depois, a cada trimestre, temos alinhamentos baseados em dados e resultados para entender as necessidades de cada área. Também temos as nossas trilhas de carreira, que nos dão um direcionamento sobre quais habilidades e competências buscamos em cada perfil de profissional, sempre pensando em trazer pessoas que possam crescer e se desenvolver rapidamente com a gente. 

CT - Que conhecimentos o profissional de RH da Loggi hoje tem para selecionar profissionais de TI para os quadros da empresa? Ela tem acesso a algum tipo de curso para poder selecionar com mais propriedade para essa área?

F.L.: Hoje, nosso time de Recrutamento Tech tem três características que considero fundamentais para alcançarmos nossos objetivos como área: busca contínua por melhorias, curiosidade e um forte viés para dados. 

A busca contínua por melhorias é essencial, pois atuamos em um mercado altamente competitivo e relativamente novo, onde muitas perguntas ainda carecem de respostas, e há uma necessidade de constantemente explorarmos alternativas diferentes para entregar resultados.

Curiosidade, porque não somos pessoas técnicas, então temos que avaliar e selecionar pessoas com conhecimentos muito diferentes dos nossos. Assim, parte do nosso trabalho é perguntar, entender, estudar e participar dos momentos dos times de Tech para ouvir suas discussões e aprender mais sobre as áreas.

E, por fim, nosso viés para dados nos permite identificar gargalos e aprender rapidamente, de forma a conseguir evoluir junto com o mercado. Além de buscarmos entender a fundo o que funciona ou não com os processos seletivos construídos exclusivamente para o setor de tecnologia.

Não existem muitos cursos no mercado voltados especificamente para o que fazemos, mas existe, sim, muito conteúdo interessante disponível. Por isso, temos o costume de buscar referências em livros, artigos disponíveis na internet e benchmarking, e depois compartilhar com todo o time em nossos momentos de estudos quinzenais. Também temos a boa prática de produzir conteúdo para fora e, assim, alimentar a comunidade. No Medium da Loggi, há artigos super bacanas produzidos por Tech Recruiters daqui.

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CT - E o que a Loggi busca hoje, de forma geral, em um profissional de TI? A empresa prefere investir em um profissional mais, por assim dizer, pronto? Ou opta por alguém que possa ser moldado dentro de casa? Ou há espaço para esses dois perfis?

F.L.: Não temos uma lista de pré-requisitos muito específicos para estes profissionais, mas buscamos, sobretudo, encontrar pontos em que a pessoa se destaque e demonstre diferencial. Para nós, mais vale uma pessoa que se aprofundou e se tornou realmente muito boa em uma coisa, do que alguém que é um pouquinho bom em muitas coisas. 

Isso nos mostra que aquela pessoa possui interesses genuínos e que, de fato, busca aprender cada vez mais. Por isso, todo o nosso processo é direcionado para descobrir quais são as grandes fortalezas de uma pessoa, ao invés de buscar identificar suas fraquezas. 

Algumas características que demonstram isso são a velocidade com que a pessoa cresce nos lugares onde trabalha, o fato de buscar tocar projetos do início ao fim, ao invés de passar curtos períodos em várias empresas, ou até mesmo possuir projetos de tecnologia que toca em paralelo, apenas pelo prazer de aprender. 

Também priorizamos atrair profissionais diversos, para que nossos times não apenas sejam inclusivos, mas de fato reflitam a diversidade do Brasil.  

Sem sombra de dúvidas, temos espaço tanto para pessoas muito experientes, quanto para aquelas que estão iniciando na carreira. Diversos de nossos programas de recrutamento são voltados para desenvolvimento de novos profissionais, ou treinamento de quem quer entrar na área. 

Mas também buscamos atrair, em paralelo, pessoas que enxergamos como referenciais do mercado, e que não só vão nos ajudar a levar o negócio para um próximo nível, como treinarão os mais juniores para se tornarem futuras lideranças de tecnologia. 

CT - De forma geral, como funciona o processo seletivo de um profissional da área de Tecnologia na Loggi? Por quantas etapas o candidato passa antes de ser contratado?

F.L.: Tentamos deixar o processo o mais enxuto e ágil possível. Por isso, nosso processo padrão costuma ter três etapas e durar cerca de três semanas. A primeira etapa é conduzida por um tech recruiter, onde buscaremos entender se a pessoa candidata possui o perfil técnico e comportamental que buscamos na Loggi, além de perguntar bastante sobre suas atuais motivações e momento de carreira. 

Após isso, a pessoa passará pelo que chamamos de "Entrevista de Background", onde um(a) entrevistador(a) da área se aprofundará nos projetos, desafios e entregas mais relevantes de sua trajetória profissional até o momento. Depois temos sempre uma entrevista prática, onde o candidato é submetido a situações parecidas com os desafios do dia-a-dia da Loggi para que tente solucionar junto ao entrevistador. 

O importante aqui não é chegar à “resposta certa”, mas demonstrar sua linha de raciocínio, conhecimento sobre a área e abertura para ser questionado e aprender no processo. Por fim, realizamos um comitê de decisão, onde a liderança das áreas decide quais perfis traremos para a Loggi, antes do momento mais esperado: a proposta! 

Todas as etapas são realizadas online e não exigimos que nossos candidatos realizem qualquer tipo de “lição de casa”, como testes e resolução de cases. 

CT - Uma pesquisa recente da HR Tech Vulpi aponta que 75% dos profissionais de TI abandonam o processo seletivo quando há algum teste técnico muito longo no processo seletivo. Logo, como a Loggi pode equacionar essa questão: a necessidade de conhecer as qualificações dos candidatos, sem precisar aplicar testes demasiadamente longos?  

F.L.: Na Loggi, acreditamos que muitos dos testes online são voltados para identificar o nível técnico das pessoas a partir de erros e acertos. Somos muito mais drivados a procurar até encontrar quais são as melhores características e destaques de um candidato — e não apenas sua capacidade de solucionar um problema. 

Por isso temos a entrevista prática, onde damos um desafio aos candidatos, mas acompanhamos sua resolução. Também temos, neste formato, a oportunidade de aprofundar e instigar o candidato a buscar diferentes soluções para um mesmo problema, o que nos ajuda a entender melhor a extensão de suas competências.

Ao invés de termos pessoas desistindo do processo pela falta de tempo de realizar um case ou teste extensos, temos muitos candidatos que elogiam esta etapa, por ser um momento de troca e aprendizado.

CT - Como a Loggi vem lidando com a escassez de profissionais de TI no mercado? Quais os cuidados a empresa vem tomando para acertar no perfil do profissional contratado?

F.L.: Mesmo com os desafios de recrutar e reter profissionais de tecnologia, nós não abrimos mão da qualidade em nosso processo seletivo. Atrair e contratar os melhores talentos é fundamental para construirmos times realmente incríveis, e, dessa forma, continuar atraindo bons talentos. 

Nós construímos o que eu costumo chamar de processo seletivo high touch, onde temos uma dedicação ao candidato e estabelecemos uma comunicação super próxima, para mantê-lo encantado e engajado durante todo o processo seletivo. 

Algo que conta muito a favor da Loggi neste momento de mercado é o fato de sermos uma startup unicórnio que vem crescendo e expandindo exponencialmente. Para este público, é muito importante enxergar esta oportunidade de crescer junto à empresa e investir seu tempo em desafios relevantes e de alto impacto. Além disso, a Loggi é uma pioneira no segmento de tecnologia voltada para logística, de forma que nossos desafios técnicos também são muito interessantes para engenheiros que são movidos a aprendizados e resolução de problemas complexos.

Para garantir que estamos acertando nos perfis, temos etapas no processo seletivo que avaliam cada pessoa sob diferentes ângulos, não apenas técnicos mas também culturais, e o potencial como um todo. 

Outra questão importante é que nossas decisões de contratação são todas tomadas de forma colegiada: temos um comitê que avalia cuidadosamente candidato por candidato para garantir que traremos os melhores perfis. Esta reunião colegiada é feita, inclusive, sem que os participantes tenham acesso a informações de gênero e raça dos candidatos, para que possam tomar a decisão sem vieses inconscientes. 

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CT - E como a Loggi trabalha com a retenção de talentos em uma área tão disputada e onde o índice de turnover é considerado alto?

F.L.: Sempre pensamos em formar futuros CTOs e CPOs do Brasil — e fazemos isso por meio de um programa de desenvolvimento estruturado. E esta é uma das maiores propostas de valor que entregamos aos nossos talentos. 

Dos níveis de entrada às posições mais seniores, nosso objetivo é acelerar a carreira destes profissionais, proporcionando um ambiente onde as pessoas sejam expostas a desafios relevantes e de alto impacto. 

Além de trabalhar com tecnologia de ponta e soluções pioneiras, eles também têm incentivo financeiro para desenvolvimento técnico, treinamentos internos, cultura de feedback e avaliações de performance semestrais. Isso tudo além do fato de termos construído times com profissionais que hoje são referência no mercado, que é, certamente, um dos fatores que mais fomenta o desenvolvimento das equipes.

Outra forma de retenção está mais ligada à remuneração variável. Os talentos têm acesso a bônus anual e um pacote de benefícios super completo. Estamos sempre atentos às melhores opções de compensation do mercado, justamente por saber que a retenção é e continuará sendo um grande desafio. Modelos de trabalho mais flexíveis também são importantes para este público. 

CT - Com o trabalho remoto ampliado devido à pandemia de Covid-19, abriu-se espaço para que as empresas contratem profissionais de todas as partes do país. A Loggi trabalha com esse modelo de Anywhere Office? Em caso positivo, ela vale também para profissionais do exterior ou fica restrito ao Brasil?

F.L.: A Loggi tem avançado significativamente nos estudos sobre o futuro do trabalho. As áreas que conseguem realizar suas tarefas a partir de casa estão em home office até o final de 2021. 

Para 2022, os colaboradores dos times de tecnologia (Engenharia, Dados, Produto e Design) terão a liberdade de escolher se preferem o trabalho 100% remoto ou se desejam trabalhar de forma híbrida — é claro que a possibilidade de trabalhar presencialmente depende da estabilização da situação da Covid-19. Isso se aplica para Loggers que possuam endereço fiscal no Brasil ou em Portugal, onde temos um hub de tecnologia.

Nesse sentido, também criamos iniciativas para garantir que, mesmo remotamente, as pessoas tenham todas as ferramentas que precisam para realizar seu trabalho, como treinamentos e o reembolso para materiais de escritório e o auxílio home office.  

CT - Hoje, qual a remuneração média oferecida pela Loggi nos níveis Júnior, Pleno e Sênior em sua área de TI? Os colaboradores também têm pacote de benefícios?

F.L.: Nossas faixas salariais são confidenciais, mas buscamos ser proativos para ter remunerações competitivas no mercado para atrair e reter os melhores profissionais. Além disso, todos os profissionais de tecnologia contam com remuneração variável atrelada a performance, como bônus anual para todos os níveis e programa de ações a partir do nível Sênior. Nosso pacote de benefícios também é bastante robusto. 

E a Loggi está com diversas vagas abertas. Acesse a página de carreiras da empresa, veja quais oportunidades se encaixam em seu perfil profissional e boa sorte!

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