Guerra: o seu negócio está preparado? [Parte 4]

Por Renato Ribeiro | 21 de Maio de 2020 às 10h00
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Continuando o artigo anterior, a essência do comunismo busca estabelecer uma sociedade igualitária, por meio da abolição da propriedade privada e do próprio Estado. Entretanto, o que vemos em países socialistas é a presença forte do Estado e a prática comercial avassaladora, que ignora os interesses dos proletários. É utópico acreditar na dissolução destes governos centrados na mão de pequenos grupos e influenciados pela nova burguesia, liderada pelas "big techs".

Hoje, multinacionais detêm um vasto conhecimento humano, extraído de dados analisados nas últimas décadas. E isto não está restrito a empresas de tecnologia, é um novo modelo, no qual a matéria-prima são os usuários e a moeda as informações, também conhecido como capitalismo de vigilância. Neste momento, corporações passaram a ter muito mais dados do que o próprio governo.

De um lado, EUA acobertam empresas com discursos hipócritas sobre respeito à liberdade e, de outro, China assume que explora os dados dos cidadãos a favor de uma suposta ordem e desenvolvimento social. O fato é que vivemos a era do "colonialismo de dados" e do "neofeudalismo", praticados tanto por instituições públicas quanto privadas – independente do regime econômico.

Estamos entrando na 4ª Revolução Industrial (convergência de tecnologias digitais, físicas e biológicas), capaz de turbinar exponencialmente a espécie humana com recursos sem precedentes, além de transformar mercados existentes. Este novo campo de possibilidades tem criado entre Washington, Pequim e Moscou, um clima de tensão crescente – intensificado pela pandemia. Travam guerras comerciais e com demonstrações militares, que vão de mísseis hipersônicos às redes de comunicação quântica via satélite. Todos querem garantir os interesses das "suas empresas" com sistemas de "bem-estar social".

"Se quisermos que tudo continue como está, é preciso que tudo mude", Giuseppe Tomasi di Lampedusa. Mudar é preciso, faz parte da natureza humana. Entretanto, para alcançarmos resultados positivos, precisamos pensar mais como indivíduos e agir como sociedade. A resposta está no "e" ao invés do "ou", pense nisso e garanta a sobrevivência do seu negócio!

Sobre a série

Nesta série, trabalhamos o fortalecimento de negócios para situações adversas. Estamos acompanhando o fechamento de várias empresas por não terem se preparado para momentos como os que estamos vivendo. A coluna foi dividida em quatro artigos:

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