Guerra: o seu negócio está preparado? [Parte 3]

Por Renato Ribeiro | 14 de Maio de 2020 às 10h00
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Estado de alerta não é sinônimo de histeria, é ter um plano emergencial para casos fortuitos. Planejar novas alternativas e estar aberto a mudanças repentinas.

Continuando o artigo anterior, "Guerra improvável, paz impossível", frase de Raymond Aron, um comentarista político que resumiu muito bem o clima de tensão instaurado durante o período da Guerra Fria (1947 - 1991), no qual os Estados Unidos e a ex-União Soviética (Rússia) disputavam o domínio do sistema financeiro mundial. Uma grande batalha ideológica e de interesses entre capitalismo e socialismo, que levou duas grandes potências a investirem fortemente em novas tecnologias militares e espaciais.

Ao final da 2ª Guerra Mundial, com a demonstração de força apresentada pelos EUA, outros países (em especial a Rússia) iniciaram a construção de suas armas de destruição em massa. Em 1986, foram contabilizadas 64 mil bombas nucleares em todo o mundo, algumas com poder de destruição 300 vezes maior que a jogada em Hiroshima. Estima-se que atualmente existam cerca de 15 mil ogivas prontas para serem lançadas, o que ocasionaria nas primeiras 5 horas a morte de 34 milhões de pessoas (sem contar feridos e as mortes que ocorreriam no decorrer do conflito), segundo estudo feito pela Universidade de Princeton.

Vale destacar a ascensão da China que, em 1949, com a revolução comunista liderada por Mao Tsé-Tung, saiu das condições miseráveis para se tornar uma das lideranças mundiais da atualidade. Esta transformação teve um custo alto com milhares de mortes em razão da fome e opressões feitas pelo Estado, que cobrava da população uniformidade, coesão e compromisso em troca de melhores indicadores sociais. Para aumentar a produtividade, a China violou direitos trabalhistas, propriedade intelectual, meio ambiente e direitos humanos, passando a seguir um modelo econômico denominado socialismo de mercado.

Esta corrida econômica e militar entre os países originou um enorme avanço tecnológico, alinhado com a produção de mercadorias. Iniciando a 3ª Revolução Industrial e o surgimento de empresas líderes de mercado que duelam por clientes globais. Já fez a sua escolha? Apple ou Xiaomi; Amazon ou Alibaba; Google ou Baidu; Facebook ou WeChat.

Sobre a série

Nesta série, vou trabalhar o fortalecimento de negócios para situações adversas. Estamos acompanhando o fechamento de várias empresas por não terem se preparado para momentos como os que estamos vivendo. A coluna foi dividida em quatro artigos, em que vamos falar sobre:

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