Guerra: o seu negócio está preparado? [Parte 2]

Por Renato Ribeiro | 07 de Maio de 2020 às 10h20
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Certamente, você já questionou quanto tempo a crise que estamos passando irá durar e quais serão os reflexos na economia. É normal esses tipos de dúvidas em momentos de instabilidade, cabe a estarmos preparados para longos desafios.

Continuando o artigo anterior, foi com um pensamento otimista de rápidas e gloriosas vitórias que, em julho de 1914, os países entraram na Grande Guerra com a certeza de que retornariam para suas casas antes do Natal. Entretanto, isso não aconteceu, o que se constatou foi uma grande proporção de recursos envolvidos e 20 milhões de vidas perdidas, durante longos 4 anos sangrentos, com o uso de armas químicas.

A Primeira Guerra foi deflagrada pelo assassinato do herdeiro austríaco, entretanto, escondia uma intensa luta pelo poder mundial, desencadeando uma corrida armamentista e fortes políticas protecionistas – com destaque para o crescimento da Alemanha, que ameaçava a hegemonia britânica.

Paralelamente, em 1917, acontece a Revolução Russa, com a queda do último sistema feudal e a implantação do primeiro país socialista frente ao capitalismo. Ao "fim" da guerra – com a destruição da Europa –, os EUA se consolidam como a principal economia mundial, aproveitando-se da euforia que tomou conta no período entre guerras.

Porém, em 1929 (Grande Depressão), o sistema capitalista liberal praticado nos EUA foi questionado depois de registrar uma queda na bolsa de valores de Nova York (400 bilhões de dólares em valores atuais), o que causou um efeito dominó e derrubou todas as economias mundiais.

Em 1939, com a reestruturação alemã liderada por Hitler e suas ideologias nazistas, a instabilidade do capitalismo e uma série de problemas mal resolvidos da guerra anterior, inicia-se a Segunda Guerra Mundial. Registrando cerca de 85 milhões de mortes e 7,5 trilhões de euros, com danos causados em valores atuais, além de revelar atrocidades jamais vistas.

Em 1945, com o declínio da Alemanha e duas bombas atômicas – que contabilizaram a morte de mais de 250 mil pessoas –, acontece o término da guerra. E uma pergunta ficou nos bastidores: quem dominaria Berlim primeiro: EUA/capitalismo ou URSS/socialismo?

Sobre a série

Nesta série, vou trabalhar o fortalecimento de negócios para situações adversas. Estamos acompanhando o fechamento de várias empresas por não terem se preparado para momentos como os que estamos vivendo. A coluna foi dividida em quatro artigos, em que vamos falar sobre:

  • Fatos históricos: ciclos de expansão, estagnação e regressão;
  • As grandes guerras e suas consequências nas indústrias em um efeito dominó;
  • Guerra Fria e o estado de tensão: o surgimento da terceira Revolução Industrial;
  • Apresentação de novas tecnologias (Biotech, Nanotech, IA e robótica) e como elas poderão remodelar as indústrias, hábitos e negócios.

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