Chega ao fim julgamento sobre extradição de Kim Dotcom

Por Redação | 24 de Novembro de 2015 às 12h58

Após nove semanas de deliberações e depoimentos, chegou ao fim o julgamento que pode decidir pela extradição de Kim Dotcom, o polêmico fundador do Megaupload que, há alguns anos, era um dos principais serviços de compartilhamento de conteúdo da internet. O governo dos EUA quer trazer o milionário, que mora na Nova Zelândia, para que ele possa responder por crimes como fraude e quebra de direitos autorais.

Em seus argumentos finais, a promotora Christine Gordon afirmou que as ações de Dotcom tinham o potencial para interferir nas vidas de milhares de pessoas, principalmente nas indústrias do cinema, música e televisão. Para ela, a hospedagem livre de filmes, séries e outros produtos de mídia no Megaupload poderia levar a quebras nesses mercados, além de efeitos diretos para os consumidores, como o aumento nos custos de ingressos e menos produções em exibição.

Além disso, ela citou a oferta de recompensas, como descontos na compra de produtos e até prêmios de dinheiro, como outro indício de fraude, que incentivava as pessoas a infringirem a lei. Para Gordon, ao recompensar os autores das hospedagens mais acessadas do Megaupload, Dotcom não apenas entregava os meios para a prática de pirataria, mas também incentivava sua realização. Em um determinado momento, os responsáveis pela plataforma chegaram a acumular mais de US$ 170 milhões em publicidade e assinaturas que traziam vantagens aos usuários.

Já o advogado de defesa de Dotcom e dos outros responsáveis pelo serviço, Ron Mansfield, acusa o governo de perseguição. Em suas considerações finais, ele afirma que tanto os serviços prestados pelo Megaupload quanto as declarações de seus clientes foram retiradas de contexto, em mais um caso de autoridades tentando criar bodes expiatórios na tentativa de desestimular outros de trabalharem da mesma maneira.

Pelo Twitter, Dotcom mostrou certa preocupação ao afirmar que sua vida, agora, está nas mãos do juiz Nevin Dawson, que deve proferir uma decisão sobre a extradição. Ele, no passado, já garantiu fiança ao fundador do Megaupload, e por isso, o milionário acredita haver esperança nesse processo. Ele também chamou o governo americano de bully e frisou os comentários de seu advogado, alegando estar sendo perseguido pelas autoridades, que trabalhariam a serviço das indústrias fonográfica e de cinema.

Fontes: Ars Technica, Kim Dotcom (Twitter)

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