Bill Gates recebeu incentivo da mãe para entrar na filantropia

Por Redação | 11 de Maio de 2015 às 09h57
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Comemorado no último domingo (10), o dia das mães deste ano certamente será lembrado pela enxurrada de selfies, textos e homenagens na internet (e na vida real, claro) a essas mulheres tão importantes que nos deram ou ainda dão inúmeros conselhos ao longo da nossa vida. E com executivos de grandes empresas de tecnologia isso não é diferente, pois até bilionários um dia foram aconselhados por suas mães sobre o que fazer e como agir dali em diante.

Esse foi o caso de um dos homens mais conhecidos do planeta: Bill Gates, cofundador da Microsoft que se tornou o homem mais rico do mundo, segundo ranking da revista norte-americana Forbes. Mais afastado do processo de produção de novos produtos na companhia que ajudou a criar, Gates agora dedica boa parte de seu tempo a questões filantrópicas ao lado da esposa, Melinda Gates. Juntos, eles lançaram a Fundação Bill & Melinda Gates, destinada a ampliar os esforços e investimentos em áreas como educação e saúde.

De acordo com o próprio Gates, esse senso em querer ajudar as pessoas veio da mãe, Mary Maxwell Gates, que também era empresária e morreu de câncer de mama na década de 1990. Em uma entrevista de 2009 ao Wall Street Journal relembrada pelo Business Insider no domingo, Gates conta que, logo após ficar rico com os lucros obtidos pela Microsoft, a mãe pediu para que ele doasse parte do dinheiro ganho, provavelmente para os mais necessitados ou instituições de caridade.

Gates afirma que nunca foi relutante em doar dinheiro com esse objetivo, mas que na época era contra porque não queria ser distraído de suas funções na Microsoft. "Eu só estou tentando comandar minha empresa", retrucava o jovem Gates.

Mary então convenceu o filho a criar um programa interno na companhia para arrecadar dinheiro para a United Way of America, uma organização sem fins lucrativos com sede em Virgínia e que cujo objetivo era garantir a filantropia às populações carentes nos Estados Unidos - e que, posteriormente, viria a ter Mary como primeira presidente mulher. Depois, Gates disse que planejava levar a sério seu trabalho filantrópico após se aposentar da Microsoft ou quando completasse 60 anos de idade.

Outro ponto compartilhado pelo executivo é sobre uma carta que Mary escreveu dias antes do casamento do filho com Melinda. Segundo Gates, o bilhete dizia "daqueles a quem é muito dado, muito é esperado".

Os planos filantrópicos foram antecipados por conta do diagnóstico de um raro câncer de mama em Mary, que continuou sua ação na filantropia até falecer, em junho de 1994. Cerca de seis meses após a morte da mãe, Gates foi aconselhado pelo pai, William Gates, a começar a atuar nessa área, até assinar um cheque de US$ 80 mil para um programa de câncer na cidade. Na mesma época, com a ajuda do pai, Gates conseguiu um aporte de US$ 100 milhões para aquilo que se tornaria a Fundação Bill & Melinda Gates.

Em uma sessão de perguntas e respostas no fórum Reddit, em fevereiro deste ano, Gates deixou claro que não deixará para seus filhos toda sua fortuna, avaliada em mais de US$ 79 bilhões. Ao que tudo indica, grande parte dessa quantia será destinada ao estudo de pesquisas que sua fundação apoia, como melhorias em saneamento básico e a cura para a malária. "No geral estou bastante otimista. As coisas são muito melhores do que eram há 200 anos", comentou.

O instituto fundado por Bill e Melinda no ano de 2000 já doou cerca de US$ 42,3 bilhões até novembro de 2014.

Fontes: Business Insider, Wall Street Journal

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