Bill Gates lança centro de coleta de dados sobre doenças

Por Redação | 07 de Maio de 2015 às 12h44
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Bill Gates é o fundador da Microsoft, e eventualmente aparece na mídia falando sobre a empresa. Mas a verdade é que o magnata deixou a empresa em 2008 e, desde então, se dedica a causas filantrópicas como a anunciada nesta quinta-feira (7): a construção de uma rede de centros de pesquisa e estudo para lutar contra a mortalidade infantil.

Com investimentos iniciais de US$ 75 milhões, a iniciativa da Bill & Melinda Gates Foundation tem um objetivo ambicioso – acabar, até 2030, com muitas das doenças que assolam os países mais carentes do mundo. É justamente por isso que os centros de pesquisa estão localizados em países da Ásia e África, principalmente, contando com o melhor em termos de equipamentos e profissionais da área da saúde para descobrir exatamente “onde, quando e como as crianças estão adoecendo”.

Além disso, claro, há também o objetivo de fomentar os cuidados médicos e promover uma ação rápida em casos de grandes epidemias, como a do Ebola. Nesse caso, o dinheiro será investido em treinamento e maneiras de levar profissionais e remédios até as regiões afetadas, fornecendo tratamento ágil em caso de grandes infecções.

Batizada de CHAMPS (sigla em inglês para Rede de Vigilância para Saúde Infantil e Prevenção da Mortalidade), a iniciativa também vai trabalhar com doenças esporádicas, que aparecem de vez em quando e, justamente por isso, não têm uma coleta de dados tão precisa quanto o Ebola, por exemplo. Gates cita os exemplos do pneumococo respiratório, cólera ou febre tifoide, que surgem e, muitas vezes, pegam médicos desprevenidos quanto à necessidade de uma vacina ou sobre os locais em que existe maior incidência. Quando se percebe o que está acontecendo, muitas vezes, já é tarde demais.

Com o passar do tempo – e as doações de parceiros com quem o fundador da Microsoft disse já estar negociando, mas sem revelar seus nomes – a ideia é chegar a 20 centros de pesquisa. Os seis primeiros, porém, serão financiados pela própria Bill & Melinda Gates Foundation e contarão com o renome de seus fundadores para ganhar a confiança da população local e garantir o sucesso da empreitada.

Isso se deve ao fato de que, muitas vezes, a participação dos locais será necessária. Os pais, por exemplo, poderão receber pedidos de autorização para a realização de autópsia em pequenos que foram vítimas das doenças investigadas, ou permissão para que abram suas casas e propriedades de forma que os profissionais possam buscar focos de doença e indicar melhores práticas para prevenção.

No fim das contas, o objetivo é reduzir a taxa de mortalidade infantil, que hoje é de uma em cada 20 nascidas, para números ainda mais abaixo disso. E, principalmente, baixar a taxa de 44% de falecimentos entre recém-nascidos, que compõem a maioria desse grupo. Gates não falou em números específicos ou expectativas, mas essa nem é a intenção. A ideia dele, no final das contas, é criar uma unidade que esteja preparada para epidemias e levar ajuda àqueles que, muitas vezes, se veem indefesos contra a ação de doenças poderosas. E, só aí, já há um grande ganho.

Fontes: The Atlantic, The Verge, Bill & Melinda Gates Foundation

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