Já era! Kim Dotcom abandona serviço de streaming de músicas que criou

Por Redação | 27 de Novembro de 2014 às 11h23

Desde que o Megaupload acabou, Kim Dotcom já foi preso e intimado pela justiça e agora tenta se legitimar no mercado. Para isso, ele abriu um novo serviço de armazenamento na nuvem, o Mega, onde diz supervisionar para que apenas conteúdo legítimo seja postado, e, em 2013, também deu início ao Baboom, um novo serviço de streaming de música. Mas, segundo ele mesmo, essa indústria o odeia e, pouco mais de um ano depois de fundar o serviço, ele anunciou que está deixando a companhia.

O movimento é, na verdade, uma busca por melhores relações com artistas e gravadoras. A reputação de Dotcom o precede e ele não parece ser uma das melhores pessoas para se negociar, estando envolvido em graves processos, novas ameaças de prisão e até procedimentos de extradição (atualmente ele mora na Nova Zelândia) movidos justamente por muitas das empresas que, hoje, ele gostaria de ver ao lado do Baboom.

O foco do serviço, porém, é um pouco diferente. Em vez de tentar ser uma plataforma tradicional, aos moldes do Spotify ou Pandora, por exemplo, a novidade quer trabalhar de forma mais independente. A ideia é que os artistas coloquem suas canções de maneira individual no serviço e boas somas de dinheiro sejam pagas por isso, ao contrário dos centavos de royalties que são entregues pela concorrência. A ideia é boa, mas nenhuma novidade desse tipo sai do chão sem grandes hits e artistas e, ao que tudo indica, era justamente isso que a presença de Dotcom na empresa vinha dificultando.

No ar desde o começo deste ano, o Baboom conta hoje com um único artista: o próprio fundador. O lançamento de seu álbum musical, Good Times, serviu como um teste para o serviço, para mostrar a todos a infraestrutura que já está pronta e o que ela tem a oferecer.

Citado pelo jornal The Guardian, o diretor do Baboom, Grant Edmundson, disse que mudanças de liderança e gerenciamento são comuns na evolução de qualquer companhia e que isso não é diferente na empresa. A separação acontece de forma amigável, com Dotcom tendo vendido sua participação de 45% na companhia. Desde 2013, ele vinha se dedicando inteiramente a ela, tendo deixado seu trabalho de principal executivo do Mega.

Agora, o serviço de música segue para uma nova etapa e quer arrecadar US$ 3,8 milhões em uma rodada de financiamento para começar a operar de verdade. O lançamento continua previsto para o primeiro semestre de 2015 e, sem a presença de Kim Dotcom, parece que os planos começarão a andar.

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