5 cases de empreendedorismo interno na prática

Por Thiago Cid | 25 de Fevereiro de 2021 às 10h00
Reprodução / Blog do Ietec

Cada vez mais, as empresas estão com dificuldade para atrair e reter talentos. Seja por políticas tóxicas ou egos inflados em grandes corporações, seja pela criatividade sufocada pelo excesso de burocracia. Isso faz com que as mentes brilhantes escolham trabalhar em ambientes mais livres, como os de startups, tendo liberdade para criar, testar e errar.

Outro caminho, tanto para jovens talentos quanto para profissionais mais sênior, tem sido o empreendedorismo. Cansados de serem atropelados por seus líderes, esses profissionais acabam buscando a liberdade para executarem do jeito que realmente acreditam.

O intraempreendedorismo não é um assunto novo, mas há tempos ele era utilizado apenas como um programa passageiro. Muitas vezes ele vinha como um choque de gestão ou mudança cultural, porém tinha início, meio e fim. De um tempo para cá, esse tema está voltando com mais força e sendo aprimorado para que não seja apenas um programa e sim um modelo de gestão.

Algumas das maiores empresas do mundo já utilizam esse modelo há muitos anos, entendendo ser uma das melhores maneiras de fazer a empresa estar sempre inovando, entregando valor para seus clientes e principalmente retendo seus melhores talentos.

Separei alguns cases legais que mostram isso na prática:

Sony

Pode ser o console mais vendido do mundo hoje, mas o PlayStation da Sony só aconteceu porque um funcionário júnior mexeu com o Nintendo de sua filha.

Ken Kutaragi passou horas tentando tornar o console mais poderoso e fácil de usar, mas sua ideia teria sido rejeitada por muitos chefes da Sony - hesitantes em se juntar a uma indústria de jogos que consideravam uma perda de tempo. Um funcionário sênior viu valor no produto inovador da Kutaragi e o resto, como dizem, é a história.

Facebook

Uma das iniciativas mais documentadas associadas à ascensão da gigante das redes sociais tem sido seu infame “hack-a-thons” — competições noturnas para codificadores e engenheiros desenvolverem uma ideia em um protótipo. O botão “Curtir” do Facebook nasceu do evento e, desde então, tornou-se sinônimo da marca.

Lockheed Martin

Trabalhando como uma equipe autônoma e pequena dentro da empresa, o projeto Skunks Works — liderado por Kelly Johnson — criou modelos inovadores de aeronaves para a Lockheed Martin, incluindo o SR71. O exemplo reflete a necessidade de grandes empregadores darem apoio e espaço para pensar criativamente em projetos, pelos quais eles possam definir seu próprio plano.

Dreamworks

Os criadores de várias franquias de filmes de Hollywood, incluindo Shrek e Madagascar, incentivam toda a equipe — independentemente do cargo — a fazer parte do processo de produção cinematográfica enviando suas próprias ideias.

A empresa também investe em sua equipe, fornecendo acesso a cursos como desenvolvimento de artistas; dando-lhes as habilidades, conhecimentos e aptidões para lançar a próxima animação de grande sucesso. Dan Satterthwaite, chefe de recursos humanos, explicou: “Desafiamos todos os nossos funcionários a serem seus próprios CEOs.”

Intel

Conhecida por investir em empreendedores do Vale do Silício, a Intel decidiu começar a investir nas ideias de sua própria equipe em 1998 com sua "nova iniciativa de negócios".

Um ano após sua criação, mais de 400 ideias foram apresentadas por funcionários - com mais de duas dúzias recebendo financiamento. Um de seus empreendimentos mais bem-sucedidos foi o Vivonic Fitness Planner, fundado pelo ex-engenheiro da Intel Paul Scagnetti, que ajudou os usuários a atingir as metas de nutrição e exercício.

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