Microsoft, Nintendo ou Sony: quem ganhou a E3 2016?

Por Redação | 16 de Junho de 2016 às 19h04

A E3, maior feira de games do mundo, chegou ao seu fim e passada toda a correria de anúncios, gameplays e novidades que vocês puderam conferir aqui no Canaltech em nossa cobertura especial, aquela antiga pergunta retorna, atiçando a fome de gamers e fanboys em todo o mundo: afinal de contas, quem ganhou a E3 deste ano: Nintendo, Microsoft ou Sony?

Apesar da feira também contar com conferências de peso vida de publishers multiplataforma, como Electronic Arts, Bethesda e Ubisoft, a concorrência sempre acaba ficando na mão das três grandes fabricantes de consoles e seus esforços para aumentar sua base de usuários. Microsoft e Sony apresentaram eventos de respeito, embora com focos diferenciados, enquanto a Nintendo se manteve à margem desta disputa, apostando nos fãs.

A gente sabe que nesta disputa toda quem ganha é o jogador e blablabla, mas em homenagem ao espírito de competição e da saudável discussão entre os fãs de cada marca, reunimos neste texto os redatores que acompanharam a E3 aqui pelo Canaltech (salvo nosso intrépido repórter Durval Ramos, que preferiu se manter isento e estava de retorno de Los Angeles durante a edição desta matéria) para dar sua opinião e definir o vencedor da E3 2016. Confira abaixo:

Caio Carvalho (redator):

Lembro de quando a Sony revelou o PlayStation 4, na E3 2013, e quando o até então CEO da SCEA, Jack Tretton, se aproveitou da má recepção do Xbox One para mostrar que sucessor do PS3 era o melhor lugar para jogar. Ao longo dos últimos três anos, essa informação foi reforçada ainda mais porque a companhia abraçou a comunidade e procurou ouvir os pedidos dos fãs - The Last Guardian, por exemplo, estava no limbo e (quem diria?) agora vai se tornar realidade.

Em 2016, a Sony mais uma vez entregou um verdadeiro espetáculo, mostrando que está comprometida com novas IPs (Horizon Zero Dawn, Days Gone), mas sem deixar de lado velhas franquias, como God of War. Espero que no ano que vem a empresa continue assim, e que novamente consiga superar as próprias expectativas e as dos jogadores.

Vencedor: Sony

Felipe Demartini (redator):

Mais uma vez não teve para ninguém, e além de apresentar alguns dos jogos mais interessantes e explosivos da feira, a Sony ainda trouxe um show para quem assistia ao vivo ou de casa. Com uma orquestra tocando os temas dos principais títulos anunciados, a fabricante do PlayStation nem mesmo precisou falar em novo console para deixar todo mundo com água na boca por aquilo que jogaremos no futuro.

Abrir com God of War, anunciar Resident Evil 7 – um jogo que, mesmo três dias depois de revelado, ainda dá muito o que falar – e ainda revelar que Crash Bandicoot está voltando, por si só, já daria uma conferência que atende a muitas vontades dos jogadores. Entretanto, ainda tivemos datas de lançamento, a noção de The Last Guardian finalmente vai chegar até a gente e Days Gone, um título que parece bem interessante para quem está aguado por um novo The Last of Us.

Uma conferência cheia de surpresas já era esperada da Sony após o ano passado, e mais uma vez, a empresa entregou. Por outro lado, fica a dúvida – até quando ela conseguirá seguir aumentando o nível desse jeito, e o que as outras companhias, sabendo disso, farão para tentar combater a rival nos anos que estão por vir?

Vencedor: Sony

Douglas Ciriaco (redator):

A Microsoft veio forte para E3 deste ano. Tendo como carro-chefe da sua apresentação o anúncio das novas versões do Xbox One — vale destacar aqui que a versão slim consegue ainda ser ainda mais interessante do que a original, tanto pelo lado estético quanto pelo lado técnico —, a companhia de Redmond parecia estar pronta para fazer frente a Sony.

Mas o que se viu foi uma espécie de reprodução de um duelo desigual já visto no número das vendas de cada console da oitava geração. Se a Microsoft conseguiu se superar ao apresentar um bom número de novidades para as suas franquias exclusivas, os jogos que rodam apenas no Xbox One e no PC ainda não conseguem igualar o impacto dos exclusivos para o PlayStation.

Lógico que Gears of War, Forza e Killer Instinct são franquias de peso, têm camisa, mas não dá para negar que o brilho de cada uma delas foi ofuscado por nomes como God of War, Death Stranding, Detroit: Become Human, Spider-Man PS4, Crash Bandicoot. Talvez o jogo novo do Kojima e a nova aventura da Quantic Dream não se mostrem tão grandiosos assim lá na frente, assim como a aventura inédita do Homem-Aranha também, mas, sinceramente, alguém duvida do potencial dessa turma?

Lógico que a Microsoft se agilizou e tratou de diminuir o placar, digamos assim, reduzindo um pouco a distância para a Sony e apostando mais nos exclusivos. Mas a japonesa pode tranquilamente ser apontada como a grande vencedora desta E3 — e por falar em japonesa, a falta de grandes novidades da Nintendo sequer surpreende muita gente, então, ela continua firme e forte na terceira posição.

Vencedor: Sony


Leandro Souza (editor):

É muito fácil se deixar impressionar pelo impacto que foi a conferência da Sony, que começou chutando o pau da barraca com uma orquestra ao vivo e não apenas a revelação de um novo God of War, mas como também uma demo com GAMEPLAY, o que deixou muitos (como eu), de queixo caído. A revelação de uma data de lançamento para The Last Guardian também foi outro momento marcante. Games, games e mais games fez a tônica da coletiva dos japoneses, que nem precisou falar do Neo para fazer um grande evento.

Por outro lado, a Microsoft fez um evento pé no chão, apresentando um nova postura com seus consoles (Xbox One, Xbox One S e Project Scorpio), assim como melhorias na Xbox Live. O lineup de jogos teve títulos de peso como Gears 4 e Forza Horizon 3, que certamente vão atender a base de fãs do Xbox One. Outros exclusivos como Re-Core e Scalebound também prometem ser excelentes jogos originais, embora não desfrutem do impacto de um Hideo Kojima, que foi ovacionado na coletiva da Sony.

Mas não adianta: o evento em Los Angeles é para gamers dedicados, onde jogos acabam sendo as estrelas e o espetáculo é o que fala mais alto. Então, mesmo que eu considere a apresentação da Microsoft a mais bem feita e centrada em termos de proposta e negócios, não podemos ignorar um simples fato: E3 É TIRO, PORRADA E BOMBA, e não dá pra negar que a Sony desferiu golpes pesadíssimos contra a concorrência. Não há boa tática que resista a cruzados fortíssimos no queixo.

Vencedor: Sony


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