Venda online de passagens de ônibus chegará a R$ 702 mi em 2016

Por Redação | 22.09.2016 às 15:59
photo_camera Reprpdução/Mercedes-Benz

A venda online de passagens de ônibus, incluindo por plataformas de passagens rodoviárias e de sites de empresas de ônibus, chegarão a mais de R$ 702 milhões, com 7,4 milhões de tickets vendidos em 2016, um percentual de 5% sobre a venda geral de bilhetes no país.

Esses dados são da primeira edição do E-Rodoviário, estudo desenvolvido pela ClickBus, plataforma nacional de vendas online de passagens de ônibus, junto a passageiros e companhias de transporte rodoviário.

Segundo a empresa, apesar do percentual ainda ser baixo em relação ao montante total de vendas de passagens de ônibus, o crescimento do setor é acentuado, subindo 53% ao ano desde 2010.

A maior adesão das empresas de ônibus ao e-commerce, que representou um incremento da oferta de rotas de 2 mil em 2010 para 97 mil em 2016, é uma das principais razões para isso.

O levantamento inédito traça as preferências e o comportamento de compra de passageiros rodoviários que adquirem online suas passagens em épocas de baixa e alta sazonalidade em todas as regiões do país, e mostra que mais de 80% dos passageiros e-rodoviários estão no Sudeste e no Sul do Brasil.

Informações sobre os destinos preferidos e o tempo de viagem concluem que 10% dos passageiros escolhem destinos litorâneos quando viajam de ônibus e que 47% das viagens nacionais são para rotas inferiores a 500km.

Também foi identificado que o comportamento do cliente e-rodoviário é parecido com o perfil de compra de outros setores de e-commerce. O dispositivo preferido para a compra online ainda é o desktop, representando 77% do total, mas o mobile já representa 50% nos acessos aos sites de empresas de ônibus e de plataformas de vendas de passagens rodoviárias.

Segundo Fernando Prado, Co-CEO da ClickBus, apesar do setor rodoviário ser o modal de transporte pago com o maior número de pessoas transportadas anualmente no Brasil, com 160 milhões de passageiros comparados aos 96 milhões no aéreo, a indústria carece de estudos oficiais regulares abrangendo dados de viagens interestaduais e intermunicipais.

"Esse estudo oferece uma visão geral do setor com base nos dados do e-commerce rodoviário”, finaliza Fernando Prado.