Saraiva passa a vender catálogo de livros pela Amazon

Por Felipe Demartini | 16 de Setembro de 2019 às 12h20
divulgação

A Saraiva quer expandir ainda mais sua atuação online e, para isso, passou a vender livros por meio do marketplace da Amazon no Brasil. A companhia incluiu, sem alarde nem aviso, um catálogo de 3,9 mil títulos nas listagens da gigante, com publicações que são vendidas por meio delas, mas com entrega e selo da rede original. Um detalhe: no espaço, a marca retorna a uma nomenclatura antiga e atende pelo nome de Livrarias Siciliano.

Para quem não se lembra, esse é o nome de uma rede adquirida pela Saraiva em 2008, cuja marca foi adotada em todas as lojas. A empresa não explicou o retorno ao nome antigo, mas disse que a estratégia de vender livros em marketplaces de terceiros não é novidade, sendo aplicada também em outros grandes varejistas como Americanas, Submarino, Shoptime (todos parte da B2W), Magazine Luiza e até mesmo Mercado Livre.

Trata-se, de acordo com o comunicado oficial, de uma forma de reforçar a estratégia de negócios e “ampliar a capilaridade e oferta de produtos, além de melhorar seu posicionamento multicanal”. É, também, uma indicação de que a iniciativa que vem desde 2017, quando a Saraiva disponibilizou seu catálogo nas lojas virtuais da B2W, está dando certo ou, pelo menos, auxiliando nos números de uma rede que vê as vendas em queda livre e já abriu pedido de recuperação judicial.

O PublishNews fez o teste e adquiriu um livro por meio do marketplace da Amazon, que chegou com embalagem em nome da Saraiva e nota fiscal com o CNPJ da empresa. Vale, ainda, citar uma surpresa: a publicação O Conto da Aia saiu mais barato no marketplace da Saraiva na Amazon (R$ 29,40 com frete expresso e entrega em dois dias) do que a mesma opção no site original da marca, onde sairia por R$ 32,55.

Fase delicada

Este é um momento complicado para a Saraiva, que está, há quase um ano, em um processo de recuperação judicial que prevê o pagamento de uma dúvida de R$ 675 milhões. O total é, em sua maioria, devido a fornecedores e editoras, o que também levou a empresa a sair do segmento de eletrônicos e focar apenas em livros, games e outros produtos de entretenimento. Mais de duas dezenas de lojas também acabaram fechando as portas.

Entre as unidades que tiveram operação encerrada estão as da iTown, que atuava como revendedora autorizada de produtos da Apple e tinha oito lojas em seis capitais do país. Uma reformulação do modelo de negócios também é parte dos planos de recuperação judicial, que está em andamento após aprovação por uma Vara de Falências de São Paulo (SP).

Fonte: PublishNews

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