Pesquisa revela perfil da mulher empreendedora digital no Brasil

Por Redação | 08 de Março de 2016 às 09h25

De acordo com o levantamento realizado pela plataforma Loja Integrada, empresa que trabalha na criação e desenvolvimento de lojas virtuais, a mulher brasileira que investe em e-commerce é casada e não possui filhos. A pesquisa entrevistou 303 empreendedoras digitais que atuam com lojas eletrônicas e faz parte do Censo do Micro e Pequeno Empreendedor Virtual da Loja Integrada.

Outras informações reveladas pela pesquisa mostram que 43% das mulheres que possuem e-commerce têm entre 20 e 29 anos, 53% das entrevistadas têm superior completo (22% com pós-graduação) e 23% têm superior incompleto. Outro dado interessante é que 52% delas possuem uma loja virtual há menos de 1 ano, revelando que a experiência é uma novidade para a maioria no Brasil.

"A pesquisa apontou que as mulheres empreendedoras são determinadas, buscam profissionalização e correm atrás de seus sonhos. Cerca de 46% ainda conciliam a loja com outro emprego, mas já deram o passo inicial", declarou Adriano Caetano, diretor da Loja Integrada. A maioria das empreendedoras pertence a Classe C (28%), seguida pela Classe D (27%) e Classe E (18%).

Segundo a pesquisa, 56% investiram inicialmente cerca de R$ 1 mil para começar o e-commerce, um investimento inicial relativamente baixo. Para as empreendedoras entrevistadas, o Facebook é o recurso que mais gera resultados em vendas, seguido pelo e-mail marketing e o Google AdWords. "Utilizar redes sociais é um recurso com custo-benefício bastante atraente, traz novos clientes para a loja virtual e ajuda o pequeno a criar o boca a boca", explicou Caetano.

O que mais tem motivado as empreendedoras digitais a iniciarem suas próprias lojas virtuais é o desejo de ter o seu próprio negócio, seguido pela necessidade de ganhar mais dinheiro e a identificação de um nicho de mercado. 30% delas dedicam de 1 a 3 horas à loja virtual, enquanto que 20% gastam 5 a 8 horas. A pesquisa constatou ainda que 71% das entrevistadas são mais felizes após se dedicar ao e-commerce e que para elas o principal ganho com o empreendedorismo digital é a liberdade, seguido de tempo e autoestima.

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