Pesquisa: compras online chegarão a 22% no Brasil até o fim de 2015

Por Redação | 30 de Abril de 2015 às 07h42

A Criteo, empresa especializada em performance de marketing digital, divulgou o relatório de e-commerce do primeiro trimestre deste ano. A pesquisa foi feita com base na análise individual de dados de transações que já movimentaram mais de US$ 160 bilhões em todo o mundo.

O comércio online vem chamando mais atenção com o passar dos anos e vem crescendo de maneira rápida. Atualmente, ele representa cerca de 34% das transações online e, só neste trimestre, o crescimento no mercado norte-americano foi de 10% em todas as categorias do varejo, somando um total de 29% de vendas via mobile.

Ainda de acordo com o relatório, é a primeira vez que dois países, no caso Japão e Coreia do Sul, tiveram a maior parte de suas compras online feitas por dispositivos móveis, sendo um pouco mais de 50% cada um. Já no Brasil, este tipo de compra representa 13%. A previsão para o fim deste ano é de que 22% das compras online sejam feitas por dispositivos mobile no país.

Alessander Firmino, diretor geral da Criteo no Brasil, diz que a tendência já se torna realidade em alguns países do oriente. "Esses números devem alertar as empresas quanto à importância de se investir em melhorias para seus sistemas em smartphones e tablets, além de ter um relacionamento mais próximo com o consumidor e adotar o marketing digital cross device, afinal os dispositivos móveis são quase uma extensão dos indivíduos”, comenta.

Mundialmente, as taxas de conversão mobile devem alcançar, em média, 40% até o fim de 2015. Os segmentos que mais venderam neste primeiro trimestre foram os de moda e luxo, seguido pelas grandes redes varejistas. O setor "home", de produtos para casa, foi o que se mostrou menos representativo. Firmino acredita que "as taxas de conversão são mais propensas a serem altas com a qualidade da experiência no site mobile".

Valor médio

O valor médio das compras feitas no segmento de moda e luxo nos smartphones está na faixa dos US$ 86 e, nos tablets, US$ 114. Em esportes, US$ 80 e US$ 95, saúde e beleza com US$ 91 e US$ 96, home com US$ 45 e US$ 70, grandes varejistas com US$ 86 e US$ 102 e, finalmente, viagem com US$ 36 e US$ 85.

Quantidade

A quantidade de produtos visualizada por um usuário é a mesma tanto no smartphone quanto no desktop, sendo três produtos em média. Já a taxa de pessoas que adicionam produtos à cesta e efetuam o pedido é menor nos dispositivos mobile, indicando que o fluxo de compras não funciona de maneira tão intuitiva como num desktop.

Horário de compras

Os pedidos feitos no navegador web geralmente acontecem em horas úteis, mudando para o mobile em horários de lazer. Os smartphones são mais usados de manhã, com 20% a mais de pedidos sendo feitos no período. Os tablets ficaram com 29% a mais de pedidos feitos durante a tarde e a noite.

Nos Estados Unidos, acredita-se que a introdução de telas maiores, como o iPhone 6 Plus e o Galaxy Note, está fazendo com que os consumidores mudem seus hábitos e adotem mais esses dispositivos na hora de efetuar uma compra. Em breve, a taxa deve alcançar o Japão, país em que mais de 50% das vendas são feitas via mobile.

No Brasil, cerca de 65% das compras feitas via mobile foram originadas de smartphones, ficando em terceiro lugar no ranking, atrás da Coreia do Sul e do Japão, com taxas de 99% e 90%, respectivamente.

Desde setembro do ano passado, com o lançamento do iPhone 6, as vendas feitas através do smartphone da Apple tiveram um aumento de 18%. Os smartphones Android totalizaram 6% de transações no varejo e 8% em viagem. Já os iPhones correspondem a 9% no segmento de varejo e 9% de viagem. Os tablets com Android totalizaram apenas 2% de vendas no varejo, enquanto o iPad gerou 11%.

O varejo foi o responsável por 12% das vendas no Brasil, enquanto o setor de viagem alcançou o número de 18%. Smartphones Android conquistaram 6% no varejo e 7% em viagem e o iPhone ficou com 2% e 2 %, respectivamente. Tablets com Android ficaram com o mesmo número nas duas categorias, 1% e 1%, e o iPad fechou com 12% e 18%.

Tendências

O chefe de departamento de produtos da Criteo, Jonathan Wolf, acredita que o segmento mobile está crescendo bastante. “Somente nos últimos 3 meses, houve um incremento de 10% nas transações mobile nos Estados Unidos. Os smartphones são agora a maioria dessas transações e o crescimento do tamanho das telas e melhores sites mobile irão acelerar essa tendência”, afirma.

Com base nos resultados obtidos pela pesquisa, a empresa aposta em cinco grandes tendências para o restante do ano: o crescimento inevitável dos dispositivos móveis, a substituição dos tablets pelos smartphones, os diferentes funis de conversão dos smartphones, a vitória da Apple e do Android sobre os desktops e o entendimento do comportamento cross-device, que será o maior desafio para os publicitários.

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