Oscilação de preços é prática comum para iludir consumidor na Black Friday

Por Redação | 20 de Novembro de 2017 às 11h12
Slickwraps

Com a Black Friday se aproximando, os consumidores devem estar preparados para enfrentar possíveis fraudes organizadas pelas lojas virtuais. Entre os problemas mais comuns está a propaganda enganosa, quando o valor do desconto atribuído não altera o original, que é alterado antes da data, por exemplo.

O jornal Folha decidiu fazer o teste monitorando 6.875 itens por 15 dias nos e-commerces mais populares do Brasil e que trabalham com produtos eletroeletrônicos.

De acordo com os dados coletados, as empresas fazem a oscilação de valores de forma constante, não só no valor do desconto, mas também no preço original. O truque pode ser visto com os preços mais variados, segundo a pesquisa, e as alterações dos valores de "de" e "para" podem variar em números grandes.

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Em alguns casos, o cliente pode pagar um valor mais alto do que o preço original antes da Black Friday e, em outras situações, comprar com nenhum desconto.

A pesquisa foi realizada com lojas populares como Casas Bahia, Ponto Frio, Ricardo Eletro, Magazine Luiza e Fast Shop, sendo as duas últimas as que apresentaram os menores percentuais de desconto artificial (0,4% e 1% respectivamente). As redes que mais aplicaram descontos reais, no entanto, foram o Ponto Frio e Casas Bahia.

Resposta

As lojas justificam que a variação de preço não é mal-intencionada pois acontece de forma dinâmica, mas o Procon de São Paulo alerta que a "maquiagem de preço" pode ser autuada.

Segundo a empresa responsável pela administração das lojas Casas Bahia, Extra e Ponto Frio, a Via Varejo, as alterações se devem a uma série de fatores relacionados a políticas mercadológicas. A companhia se justifica com o conceito de market place, quando é oferecido a lojas parceiras um espaço dentro de seu e-commerce, afirmando que as ofertas são inseridas em um único local para a comparação de preços, condições e prazos para a entrega.

A Ricardo Eletro também se pronunciou, afirmando que sua política de precificação é relacionada a negociação de cada item e lote de seus fornecedores, o que faz com que a oscilação aconteça. Já o Walmart acredita que este processo não prejudica o consumidor, citando o bom desempenho de seu e-commerce no Procon e na plataforma Reclame Aqui.

O Magazine Luiza relatou que as alterações não acontecem em seu site. A Fast Shop ainda não se pronunciou sobre o assunto.

Possibilidades de oscilação

A pesquisa mostrou quatro fatores de oscilação que podem confundir o consumidor em relação aos preços. No primeiro, o produto fica mais caro e o percentual de desconto se mantém ou aumenta, sem favorecer o comprador. O segundo fator é a não alteração do preço final do produto, mas com a porcentagem de desconto maior. Assim, há a ilusão de que o valor está vantajoso.

Mesmo em promoção, as empresas também podem aumentar o preço inicial e do valor com o desconto, ou ainda oferecer o produto mais barato, mas com o desconto e valor inicial aumentado.

Fonte: Folha

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