O que esperar do e-commerce no segundo semestre?

Por Colaborador externo | 16 de Julho de 2015 às 10h55

Por Gastão Mattos*

Não é segredo que o Brasil atravessa um momento desafiador na economia. A desaceleração no varejo já é esperada nestas situações, mas um segmento em especial chama a atenção diante deste cenário: o e-commerce.

Em ascensão mundial, o comércio eletrônico vem caindo na graça dos consumidores pela facilidade, comodidade e variedade de ofertas. Com a evolução tecnológica, a tendência é que sejam criados novos recursos e ferramentas que atrairão ainda mais os internautas.

Um estudo da Forrester constatou que o faturamento das vendas online nos Estados Unidos foi de US$ 294 bilhões em 2014 e, em 2015, este número deve alcançar US$ 325 bilhões, 10% do mercado de varejo. Em 2014, esta participação chegou a 9%. No Brasil, a estimativa é que o e-commerce fature R$ 43 bilhões até o final de 2015, segundo levantamento da e-Bit. Um estudo do IDC aponta que o País é o principal mercado da América Latina, concentrando metade do mercado e com a maior frequência de compras. Segundo o estudo, o comércio eletrônico deve crescer 177% no continente até 2018.

Os números comprovam a constante expansão do setor, embora ainda exista muito espaço a ser explorado, principalmente no Brasil. Segundo o estudo GEM (Global Enterpreneurship Monitor), mais de 150 mil brasileiros empreenderam no comércio eletrônico nos dois últimos anos. A criatividade brasileira permite que os pequenos empresários descubram novas oportunidades de negócios, especialmente com lojas online de nicho e a possibilidade de crescimento em um mercado sempre promissor atrai os novos empreendedores, fazendo com que o e-commerce impulsione a economia do País.

O cenário é bastante positivo para o segundo semestre e as datas comemorativas como Dia das Crianças, Natal e principalmente a Black Friday são grandes oportunidades para expandir os negócios no segmento. No ano passado, a Black Friday obteve crescimento de 67% no e-commerce em relação ao ano anterior, segundo o ICVA - Índice Cielo do Varejo Ampliado, e a expectativa para este ano é que a promoção impulsione novamente as vendas online. Por isso, é fundamental que os lojistas estejam sempre atentos às tendências de mercado e à confiança do consumidor, investindo em segurança, certificações e selos que comprovem o seu comprometimento no mercado, logística, variedade de pagamentos e produtos e tecnologias que ajudem a elevar a taxa de conversão.

Desafios sempre existem, mas o comércio eletrônico segue em crescimento em todo mundo, lado a lado com a revolução tecnológica. Encontrar e aproveitar estrategicamente as oportunidades são os itens essenciais para se destacar neste mercado abastado de concorrentes e ao mesmo tempo tão promissor.

*Gastão Mattos é CEO da Braspag, empresa do grupo Cielo.

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