Mercado Pago abre crédito de R$ 600 milhões para apoiar pequenos negócios

Por Felipe Demartini | 16 de Abril de 2020 às 11h12
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O Mercado Pago anunciou nesta quarta-feira (15) a liberação de uma linha de crédito de R$ 600 milhões para dar apoio a microempreendedores e pequenos ou médios empresários. O principal objetivo da ação é manter a viabilidade dos negócios que dependem, principalmente, do e-commerce para funcionar, bem como servir como alternativa para iniciativas do governo federal que podem não atingir esse segmento de mercado.

O anúncio vem em um momento que a empresa, que serve como braço financeiro do Mercado Livre, vem sentindo certa retomada nas vendas por comércio eletrônico. A empresa disse ter sentido uma forte retração no início da crise causada pelo novo coronavírus, mas, aos poucos, viu alguns negócios voltando a vender por meio do e-commerce, enquanto outros ainda estão em fase de adaptação para que consigam trabalhar da melhor maneira possível por estes meios.

“Queremos ajudar nossos vendedores a atravessar este difícil momento e contribuir para preservar empregos”, afirmou Pedro de Paula, chefe de crédito do Mercado Livre no Brasil, para a agência Reuters. Segundo ele, a ideia é retomar a originação e garantir o crédito com mais intensidade e garantir que os negócios sobrevivam ao atual período de retração e isolamento social causado pela contenção do coronavírus.

O executivo aponta ainda para o fato de que a linha de crédito liberada pelo Mercado Pago preenche uma lacuna deixada até mesmo pelo governo federal, que recentemente anunciou planos de pacotes para pequenos empresários. Entretanto, as regras preveem um faturamento anual de no mínimo R$ 300 mil, o que acaba não abraçando muitos microempreendedores e companhias familiares, que também não podem ser atendidas pelo auxílio emergencial que começou a ser liberado aos cidadãos na última semana.

A empresa, inclusive, diz estar trabalhando com a administração pública para ampliar essa assistência empresarial. Ao mesmo tempo, segundo Tulio Oliveira, presidente do Mercado Pago, também existe uma iniciativa para que o auxílio emergencial possa ser recebido pela plataforma de serviços financeiros, uma alternativa interessante para evitar aglomerações em bancos e garantir o pagamento de contas e a compras de mercado.

Uma pesquisa do Sebrae também foi citada como parte da iniciativa, indicando que, desde o início da crise, a oferta de crédito diminuiu. De acordo com o estudo, 60% dos pequenos empreendedores brasileiros não conseguiram acessar linhas disponibilizadas pelos grandes bancos, mesmo com as iniciativas das financeiras neste sentido. A ideia é que a concessão ficou mais cara e curta, algo que não cai nada bem com a atual situação de crise.

Fonte: Reuters

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