E-commerce brasileiro movimentará R$ 44,6 bi neste ano, revela pesquisa

Por Redação | 25 de Fevereiro de 2016 às 12h15

O comércio eletrônico brasileiro deverá movimentar R$ 44,6 bilhões neste ano, o que representará um aumento de 8% em relação a 2015, revelou a 33ª edição do relatório WebShoppers divulgado nesta quarta-feira (25) e realizado pela unidade de informações de comércio eletrônico da Buscapé Company, o E-bit.

Mesmo frente ao "cenário desfavorável" da macroeconomia do país, o ano passado também foi de crescimento para o e-commerce nacional, que fechou 2015 com um aumento de 15% no faturamento em relação ao mesmo período de 2014.

No total, 39,1 milhões de consumidores nacionais fizeram ao menos uma compra online em 2015, um número 3% maior que no ano anterior. O crescimento no número de consumidores ativos foi considerado menor do que o observado em anos anteriores, o que foi atribuído principalmente à redução da participação da classe C nas compras online no período.

Um número maior de compradores brasileiros também fechou negócios em sites estrangeiros de e-commerce no ano passado, totalizando 14,9 milhões consumidores únicos ou 54% do total de usuários de comércio eletrônico no país. O volume representou um crescimento de gastos de 18% em relação ao ano anterior, somando US$ 2,02 bilhões.

O tíquete médio das compras dos brasileiros também foi 12% maior em 2015, no valor de R$ 388, puxado principalmente pelo aumento na participação do público de renda elevada no e-commerce. Para o ano que vem, a expectativa é de um novo aumento do valor médio gasto pelos consumidores nacionais no e-commerce, que deverá ser de R$ 419 - um aumento de 8% em relação ao último ano.

Segundo o Net Promoter Score (NPS), índice que mensura o nível de satisfação de clientes com o comércio eletrônico, o ano passado atingiu o maior índice desde 2013, de 65%, no segundo semestre do ano. De acordo com o relatório, o resultado positivo foi puxado principalmente pela redução no atraso de entregas e na melhoria dos serviços prestados pelas lojas virtuais.

"Dentro do cenário de crise econômica, com aumento de inflação, desemprego e incertezas ao longo de 2015, o e-commerce se mostrou uma excelente alternativa na busca de bons negócios para o consumidor, apresentando faturamento muito acima do registrado no varejo tradicional", avaliou o fundador da E-bit e presidente do Conselho do Comércio Eletrônico da Fecomercio-SP, Pedro Guasti.

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