Correios suspendem postagens de Sedex e culpam protestos dos caminhoneiros

Por Felipe Demartini | 23 de Maio de 2018 às 11h26
belchonock/Depositphotos

Como reflexo da greve dos caminhoneiros, em andamento no Brasil desde a segunda-feira (21), os Correios anunciaram a suspensão temporária na postagem de pacotes com data e horário marcados, nas categorias Sedex 10, 12 e Hoje. A estatal afirma que todas as suas operações de logística no país estão sofrendo os impactos da paralisação, o que levou ao anúncio de agora.

Os caminhoneiros cruzaram os braços contra o aumento nos preços de combustível, aplicado pelo governo federal na última semana. Com isso, afirmam os Correios, todo o sistema postal foi prejudicado, com não apenas o sistema de Sedex, mas também encomendas normais pelo serviço PAC e até correspondências comuns tendo seus prazos e remessas comprometidos.

Não há previsão de retorno às atividades normais, mas a ideia é que tudo se normalize uma vez que a greve chegue ao fim. De acordo com os dados oficiais, os Correios contam hoje com mais de 25 mil veículos para entregar os 25 milhões de encomendas que trafegam todos os meses pelo Brasil. Muitos dos motoristas à serviço da estatal aderiram à paralisação, enquanto outros são afetados pelos bloqueios de rodovias realizados pelos grevistas.

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A ideia, entretanto, é normalizar a situação o mais rapidamente possível e minimizar os impactos sobre a população. Para fazer isso, os Correios se comprometeram a, nas palavras do comunicado emitido à imprensa, reforçar os processos operacionais e acompanhar os índices operacionais de qualidade.

Esta quarta-feira (23) é o terceiro dia da greve que está bloqueando rodovias e dificultando serviços de entregas de mercadorias não apenas dos Correios, mas também de empresas privadas. A reivindicação é por uma redução no preço do diesel, que sofreu aumento na última semana e impactou diretamente nos serviços de frete em todo o país.

O reajuste é atribuído à alta no valor do barril de petróleo. Nesta terça (22), a Petrobras anunciou que não vai mudar as políticas de preços relacionadas ao combustível, enquanto o governo federal anunciou um corte no Cide, tributo que incide sobre o diesel. A medida, porém, depende da aprovação pelo Congresso Nacional – e o Ministério da Fazenda admite que o corte será pequeno, uma vez que o imposto representa apenas R$ 0,05 por litro.

Fonte: G1

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