Como as lojas virtuais podem vender produtos importados de forma legal?

Por Colaborador externo | 18 de Agosto de 2017 às 09h43

* Por Alfredo Soares

Muitos empreendedores acreditam que vender produtos importados legalmente em sua loja virtual é inviável devido à burocracia e ao custo que pode ser alto. O que eles não sabem, é que na realidade esse processo pode ser muito mais fácil, prático e barato do que eles imaginam. Comercializar itens de fora do país é uma ótima maneira de unir produtos de qualidade a um preço baixo. O ponto sensível está nos cuidados que o lojista deve ter para que ele seja competitivo dentro do seu mercado de atuação e tenha sucesso nas vendas. Para que isso aconteça, o primeiro passo é escolher quais os itens serão vendidos no e-commerce.

Nesse quesito, estudar quais os melhores segmentos e identificar quais deles possuem menos chances de ter defeitos de fabricação, é essencial para evitar problemas. É necessário escolher produtos que sejam mais baratos para poder vender com uma margem maior de lucro, como por exemplo: bolsas, roupas, bijuterias e acessórios masculinos. Dessa forma, mesmo que o preço seja mais alto, ainda assim será atrativo para seus consumidores. O lojista, por sua vez, terá um capital de giro para pagar o produto adquirido e uma margem de lucro.

Outro ponto importante nesse processo é saber quais as formas de importação disponíveis no mercado e qual delas se adequa melhor ao seu negócio. Existem duas opções que são primordiais: a primeira é a Dropshipping, uma forma de negociação triangular na qual uma loja não precisa ter um estoque físico. Com isso, o fornecedor envia o produto diretamente para o cliente, e o mesmo fica responsável pelo processo de embalagem. Após a finalização, o e-commerce acerta o valor com ele.

A outra forma é a importação direta na qual o produto é adquirido diretamente do fornecedor e armazenado em um local próprio. Vale lembrar que essa opção é muito burocrática e precisará ter a chamada Licença Radar de Importação, documento da Receita Federal que permite que as empresas possam importar os seus produtos de forma legal, evitando que as mesmas utilizem dessa prática para fraudar a lei.

Nesse caso, ele é indicado para os empreendedores que irão importar em grandes quantidades de forma regular. Já para as lojas virtuais que tenham pouca demanda, o indicado é contratar empresas que façam a intermediação das importações, efetuando o pagamento por meio de comissão.

Por fim, independentemente do porte da empresa e da quantidade de produtos importados que serão vendidos, é preciso encontrar um fornecedor confiável para que não dê problemas de entrega. Seguindo todas essas dicas, é inevitável que o e-commerce tenha um aumento nas vendas.

* Por Alfredo Soares é CEO e fundador da plataforma de lojas virtuais Xtech Commerce. Com mais de 40 mil lojas criadas, a plataforma transaciona R$ 250 milhões por ano. Soares também é palestrante e sócio investidor na startup Socialrocket.

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