As atualizações do Google podem acabar com seu comércio online?

Por Colaborador externo | 27 de Fevereiro de 2018 às 07h16
TUDO SOBRE

Google

* Por Leonardo Machado

Acumular ímãs de geladeira com telefones ou buscar informações em uma agenda impressa são coisas do passado. Atualmente, o Google é o maior site de busca e também a primeira opção quando precisamos obter alguma informação. Basta "dar um Google" e pronto, você tem as respostas literalmente a sua frente. Devido a essa praticidade, acabamos ficando dependentes, seja como usuário - em busca de informação - ou como lojista - em busca de tráfego orgânico para estar nas primeiras opções de resultado, e assim diminuir a dependência em mídia paga.

Além de ser uma internet dentro da internet, o Google acaba sendo um empreendedor em série. Nos últimos anos ele vêm “investindo” em novos projetos, como por exemplo um Zoológico com Panda, Pinguim, Hummingbird e Pigeon (nome das principais atualizações dos últimos tempos), e agora existem boatos de que ele está indo para o cinema e ficção científica, com as atualizações do FRED, Alien, Matrix e sabe-se lá o que mais que está vindo por aí. A única coisa certa é que mudanças acontecerão e se não ficarmos antenados, os resultados na SERP (resultado orgânico) começarão a cair, e junto com ele todos os outros números: menos usuários poderão encontrar sua loja, o número de acessos será menor, e consequentemente as taxas de conversão, vendas e receita reduzirão ao final do mês. A única coisa que irá aumentar é a pressão em cima das metas e nas últimas linhas do DRE (Demonstração do Resultado do Exercício).

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Mas isso não significa que se você não ficar de olho em todas as atualizações do Google você vá perder todo o tráfego orgânico e a receita originada através dele. Assim como na vida, em que nem tudo acontece em questões de minutos, no Google não é diferente e raramente vai acontecer uma queda tão brusca nos resultados da SERP. Entretanto, essa situação é como um problema de saúde: quando o corpo dá um sinal, se não acompanharmos, a situação vai se agravando até que a condição de vida seja afetada.

Trazendo agora para o âmbito do e-commerce, podemos dar como exemplo a última atualização do Google. Essa atualização diz que o algoritmo vai levar cada vez mais em consideração o tempo de carregamento do site das lojas em dispositivos móveis. Ou seja, entre as centenas de variáveis que o Google analisa na hora de montar o rankeamento da SERP, agora também será levada em consideração a performance do mobile. E, sim, se for muito ruim o tempo de carregamento, ele pode afetar a relevância da loja e refletir na perda de posicionamento orgânico.

Mas isso também não significa que você tenha que sair correndo para fazer uma nova versão mobile para sua loja. A primeira coisa a ser feita neste sentido é analisar o cenário atual e a representatividade dos acessos através de dispositivos móveis em sua loja, antes de tomar decisões drásticas e aumentar investimentos desnecessários.

Um exemplo bem simples do que falei pode ser observado nesta situação: nós, na Avanti, atendemos um cliente que é líder mundial no segmento odontológico e possui uma loja virtual. Cerca de 80% do público final dele é B2B, e quem faz a compra é a secretária do dentista em horário comercial, através do computador da empresa, que por sua vez está integrado com o estoque. Neste cenário, de que adianta o cliente fazer um investimento considerável em uma versão exclusiva mobile, se 80% da receita é feita através do desktop devido à necessidade operacional do negócio do cliente? Logo, não adianta estar seguindo 100% todas as diretrizes do Google, se não analisarmos o cenário de uma forma 360.

É exatamente por meio dessa análise e do aproveitamento dos inúmeros dados disponíveis atualmente que vamos conseguir avaliar qual a melhor ação a executar neste universo de possibilidades online e offline.

* Leonardo Machado é diretor de marketing e evolução da Avanti

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