Amazon bane produtos que prometem curar ou prevenir coronavírus

Por Felipe Demartini | 28 de Fevereiro de 2020 às 14h20
Agência Brasil
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Mais de um milhão de itens foram banidos do marketplace da Amazon por trazerem informações falsas sobre a epidemia do novo coronavirus (SARS-CoV-2), com promessas de cura ou defesa contra a doença. Segundo a loja online, a ação ocorreu ao longo das últimas semanas e envolveu também a suspensão de centenas de milhares de anúncios de vendedores parceiros, que inflaram preços de álcool em gel, máscaras e outros produtos similares em uma tentativa de lucrar com o pânico da população.

Em alguns casos, o aumento nos preços chegava a ultrapassar a marca dos 300%, com um vencedor citado pela agência Reuters comercializando um pacote de 10 máscaras por US$ 128, enquanto o mesmo produto, algumas semanas antes, saia por US$ 41. Aumento semelhante também foi encontrado em respiradores, que no pacote de dois, passaram a custar US$ 24,99 enquanto, antes do surto, tinham preço fixado em US$ 6,99.

Em comunicado, a Amazon afirmou não tolerar esse tipo de manipulação de preços, especialmente em uma situação de saúde pública, e que aumentos desse tipo ferem os consumidores diretamente. A empresa afirmou que os monitoramentos sobre esse tipo de coisa são constantes, principalmente quando há aumento repentino ou muita diferença de valor entre produtos similares na loja online, e foram intensificados com a chegada da epidemia do SARS-CoV-2 à Europa.

Ainda segundo a companhia, esse acompanhamento é feito por sistemas automatizados, que acompanham as edições feitas pelos vendedores em seus anúncios, e também manualmente, por meio do sistema de avaliações ou denúncias. A Amazon, entretanto, não disse exatamente quais são os critérios para que um preço seja considerado inflado, provavelmente como uma medida para garantir que os mal-intencionados não burlem o sistema.

Os banimentos são resultado de uma ação que já havia sido anunciada pela companhia e que, também, vem recebendo escrutínio governamental. Os governos da Austrália e da Itália, por exemplo, também iniciaram inquéritos em sites online sobre o aumento de preços em produtos de higiene e proteção contra o coronavírus, justamente buscando identificar e agir contra vendedores que tentem lucrar com a situação.

Medidas semelhantes também estão sendo tomadas pelo Facebook, que nesta semana, anunciou um esforço de contenção contra fake news que sejam veiculadas por anúncios na rede social e também no Instagram. Na mira, da mesma forma, estão as propagandas de produtos que prometam cura ou prevenção, bem como vídeos alarmistas ou criados para disseminar o pânico entre a população.O marketplace da empresa, entretanto, não estaria recebendo essa medida.

De acordo com os dados mais recentes, são 83,7 mil infectados pelo coronavírus em todo o mundo, com 2,8 mil mortos. O primeiro caso brasileiro foi confirmado nesta semana, em São Paulo (SP), e outros 132 suspeitos de estarem contaminados estão sendo monitorados pelo Ministério da Saúde e aguardam os resultados de testes. O número se multiplicou depois que o governo adicionou mais oito países, além da China, à lista de alerta sobre o SARS-CoV-2.

Fonte: Reuters

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