Região Sudeste do Brasil registra maior número de fraudes em comércio eletrônico

Por Redação | 25 de Março de 2014 às 14h12

Uma pesquisa realizada pela ClearSale validou 46 milhões de transações online ao longo de todo o ano de 2013 e, agora, apresenta números relacionados às atividades de cibercriminosos no Brasil. De acordo com os dados obtidos, a região Norte do país registrou a maior porcentagem de fraudes em relação ao total de vendas, com 5,2% das transações sendo caracterizadas desta maneira. Em segundo lugar ficou o Nordeste, com 5%.

Apesar dessa porcentagem alta, o Norte do país representou apenas 4% de todas as vendas online realizadas no ano passado. Para a ClearSale, os dados relacionados à região Sudeste é que são preocupantes, já que o território concentrou 61% de todo o movimento do e-commerce brasileiro e tem o Rio de Janeiro como o estado com maior número de fraudes.

Ao longo de 2013, 3,42% das transações realizadas pelos cariocas via internet foram consideradas fraudulentas. Na sequência está o estado de São Paulo, com 3,18%, seguido por Minas Gerais (2,13%) e Espírito Santo (2,04%). Os números mostram que, cada vez mais, os criminosos buscam as economias mais movimentadas e as regiões com maior índice de compras ou menor segurança.

De acordo com a ClearSale, o tipo mais comum de fraude é o uso indevido de informações pessoais e bancárias, como números de cartões de crédito. Entre os produtos mais procurados pelos criminosos estão celulares, artigos de informática, passagens aéreas e peças para automóveis.

Ao jornal O Globo, o diretor de inteligência estatística da ClearSale, Rafael Lourenço, afirma que o ônus sobre tais transações acaba caindo totalmente sobre o varejista. Quando um criminoso utiliza indevidamente o cartão de crédito de terceiros, o usuário original normalmente só percebe a ação ao receber a fatura. Nesse caso, o banco devolve o montante ao cliente e não realiza o pagamento à loja, que normalmente já efetuou o envio do produto ao criminoso.

Para evitar fraudes, explica ele, as empresas possuem sistemas que fazem avaliação de preços, produtos e endereços de entrega. Em muitos casos, os dados do cliente também ficam sujeitos a uma verificação manual, que pode ser realizada pelo call center da própria varejista. São ações que, apesar de tentarem coibir a prática ilegal, não são capazes de impedi-la totalmente.

Lourenço também chamou a atenção para as diversas maneiras de obtenção dos dados de clientes, desde as já velhas conhecidas vendas de CDs recheados de informações até formas mais rudimentares, mas não menos arrojadas. Segundo ele, existem casos de funcionários de varejo fotografando a frente e o verso dos cartões do cliente para que, mais tarde, possam tentar realizar compras online.

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