Geração Y navega mais por sites de vendas e faz mais compras por impulso

Por Redação | 11 de Fevereiro de 2014 às 17h41

Nos Estados Unidos, os Millenials – conhecidos no Brasil como Geração Y e nascidos entre meados dos anos 80 e o final dos anos 90 – são vistos como uma fatia de mercado bastante inconstante. A maioria deles já chegou à vida adulta e precisa lidar diariamente com contas, créditos estudantis e, muitas vezes, auxiliar a família, o que, em teoria, os tornaria mais conscientes em relação a gastos.

Mas não foi isso que mostrou um estudo realizado em novembro de 2013 pela AOL. Contrariando as expectativas, a pesquisa mostrou que os Millenials, devido à convivência diária com a internet, navegam mais por sites de vendas, mesmo quando não estão em busca de nada específico para adquirir. Isso, então, os leva a realizar mais compras por impulso que as outras gerações.

De acordo com o estudo, 60% dos jovens entre 18 e 34 anos de idade afirmaram navegar frequentemente por sites de vendas, de forma a conhecer os preços e ficarem atentos a eventuais promoções. Quando tais ofertas efetivamente são encontradas, 52% disseram adquirir produtos que não pretendiam comprar para aproveitar preços.

O que pode parecer uma oportunidade grande para as marcas também pode se provar um desafio. Segundo a eMarketer, que publicou uma análise com base nesses dados, a grande maioria das pessoas que pesquisaram produtos pela internet sabia exatamente o que estava buscando e quais artigos realmente desejaria comprar, mostrando uma fidelidade que pode fechar as portas para muita gente.

O veículo destaca, ainda, as fatias dos 35 a 59 anos e dos 50 a 64 anos. Apesar de não serem tão adeptos da internet para pesquisas de preços e realizarem menos compras por impulso (43% no primeiro caso e 30% no segundo), esses consumidores não são tão leais às marcas e, sendo assim, podem estar abertos a soluções melhores ou mais baratas.

Entre os entrevistados nesse sentido, 24% disseram decidir pela fabricante dos produtos ao longo da pesquisa, enquanto 10% ainda preferiram ir a lojas físicas conhecer os artigos pessoalmente antes de finalizar uma compra online. Menos de metade desses “compradores esporádicos”, como são chamados, já tinham uma ideia pronta do que iriam adquirir.

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