Ações do Alibaba caem e empresa sofre com repercussão de falsos clientes

Por Redação | 03 de Março de 2015 às 15h25

Nesta terça-feira (3), as ações da gigante chinesa do e-commerce caíram mais de 2,5%, ficando abaixo de US$ 82 pela primeira vez desde que a empresa abriu o capital, em setembro de 2014. Desde que atingiu seu máximo histórico, no início de novembro, as ações do Alibaba caíram mais de 30%.

Uma reportagem publicada ontem pelo influente The Wall Street Journal certamente não ajudou a elevar os preços dos papéis. O jornal informou que o Alibaba estava sendo atormentado por usuários pagos por fornecedores para comprar produtos com o dinheiro recebido e, em seguida, escrever comentários positivos sobre ele.

Os chamados "brushers" são usados pelos vendedores para melhorar sua posição no ranking dos resultados de pesquisa do site, e aumentar sua credibilidade perante os clientes reais. A prática é ilegal, tanto na China quanto nos Estados Unidos, pois é considerada uma forma de propaganda enganosa.

Em janeiro, o governo chinês acusou o Alibaba de não reprimir os brushers que atuam na sua maior plataforma no país, o Taobao. Já em fevereiro, a empresa disse que estava em contato com a SEC (Comissão de Títulos e Câmbio dos Estados Unidos) para discutir o assunto. "A carta da SEC afirma que o Alibaba Group não tem feito nada de errado ou violado qualquer lei de valores imobiliários", afirmou o grupo.

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