6 conceitos que você precisa entender antes de abrir um e-commerce

Por Colaborador externo | 09.10.2013 às 06:20

Por Luan Gabellini*

As vendas online estão fervendo, o comércio eletrônico deve faturar R$ 28 bilhões em 2013 de acordo com o e-bit. Se você já tem uma loja ou quer abrir um negócio, além de conhecimento sobre o produto e mercado, é essencial entender os principais conceitos e ferramentas do e-commerce. São eles:

1 - Plataforma e-commerce: Toda a mágica no comércio eletrônico começa com uma plataforma, que nada mais é do que um software responsável pela exibição e gerenciamento da loja. Além de permitir que os consumidores naveguem e comprem, a plataforma também ajuda a gerenciar estoque, clientes, preços e vendas. Existem várias ferramentas disponíveis no mercado, por isso, para fazer uma escolha adequada é preciso analisar opções, considerar ferramentas simples e gratuitas e, ainda, empresas que oferecem soluções customizadas e integradas a um sistema de gestão que controla emissão de Notas Fiscais Eletrônicas (NF-e) e Logística.

2 - Gateway e Facilitadores de pagamento: Esses são os canais para realizar as transações financeiras (recebimentos) da sua loja virtual. A diferença essencial entre as duas ferramentas é que o gateway é uma solução que liga sua loja virtual direto à uma instituição financeira, enquanto um facilitador coleta, processa e liquida as transações. Na prática: o facilitador cobra o estabelecimento por percentual da compra, já o Gateway realiza sua cobrança por eventos. O gateway não demanda redirecionamento para um ambiente externo ao website, enquanto a maioria dos facilitadores conduz para uma página externa de pagamento. Assim, gateway é a escolha ideal para lojas com volumes maiores de transação.

3 - Chargeback: Aproveitando o gancho dos meios de pagamento, Chargeback (do inglês, cobrar de volta) é o cancelamento da venda feita com cartão. Geralmente acontece por conta do não reconhecimento da compra por parte do titular do cartão (algum tipo de fraude, por exemplo). Quando você utiliza um gateway, a devolução dos fundos (e eventual prejuízo) é da sua loja, enquanto facilitadores de pagamento assumem eles próprios o risco. Vale lembrar, é claro, que o custo por transação do facilitador é mais salgado.

4 - SSL / HTTPS: São certificados e protocolos que oferecem ao usuário uma garantia que os dados transferidos entre o computador e loja estão criptografados e, consequentemente, seguros. Um site com https pode ser identificado pelo endereço com "https://" ou pelo cadeado verde aparente na barra de endereço do navegador.

5 - SEO: Search Engine Optimization, é um conjunto de técnicas que busca melhorar o posicionamento de páginas no mecanismo de busca. Atualmente, os "robôs" responsáveis pelos mecanismos de busca são muito inteligentes e analisam muito mais do que palavras chaves. Nesse cenário, é importante se preocupar com a qualidade e coerência do conteúdo, além de se certificar que a plataforma trabalhe corretamente "o código do site" pra facilitar análise dos buscadores.

6 - Servidor: Local onde ficará armazenada a sua loja virtual. Esse é um ponto crucial, pois em caso de falha, o site sai do ar. É importante confirmar que sua plataforma está em uma estrutura robusta e "escalável", o que significa estar preparada para elevar a capacidade de processamento quando o seu fluxo de visitantes e vendas aumenta. Imagine só fazer um ótimo anúncio e não conseguir vender os produtos porque a plataforma saiu do ar?

Entendido esses seis pontos, é hora de colocar a mão na massa: Bom planejamento e boas vendas.

*Luan Gabellini é sócio fundador da BetaLabs, empresa especializada no desenvolvimento de sistemas de gestão empresarial (ERP), e-commerce e softwares sob medida em cloud computing