12 entre 13 instituições financeiras americanas indicam investimento no Alibaba

Por Redação | 30.10.2014 às 15:07

Após superar por alguns instantes o valor do Walmart, maior varejista do mundo em faturamento, no pregão desta terça-feira (28) o e-commerce Alibaba teve seu valor de mercado atingindo a soma de US$ 247 bilhões. Pouco depois ele voltou ao valor de US$ 245 bilhões na bolsa de valores.

Com este momento de superação de expectativas da gigante chinesa, bancos americanos divulgaram um parecer sobre o investimento de seus clientes na empresa. Segundo o Street Insider, 12 entre 13 analistas possuem uma avaliação positiva do investimento na empresa, e apenas o Goldman Sachs é neutro sobre o estoque do Alibaba, mas ainda acredita em alta do valor do chinês.

Alibaba analises

Mesmo com os relatórios positivos, as ações da empresa tiveram uma queda de 2% na manhã desta quarta-feira (29). Com início no IPO com ações a US$ 68 em setembro, o Alibaba fez um levantamento de US$ 21,8 bilhões, a maior oferta pública da história, e desde estão suas ações já valem mais de US$ 100.

O JP Morgan preparou um relatório de 158 páginas sobre o Alibaba e não poupou previsões positivas para a empresa. Segundo o relatório, no melhor cenário a empresa teria potencial para US$ 178 por ação, enquanto no pior cenário previsto pelo banco estas ainda teriam um valor de US$ 60. O preço no momento avaliado pelo JP Morgan é de US$ 114 por ação.

Segundo o relatório, “o Alibaba mudou profundamente o comportamento de compra dos consumidores chineses e é uma das empresas de internet mais rentáveis e de crescimento mais rápido globalmente”. O banco ainda acredita que a empresa tenha um grande potencial de crescimento sustentável e uma rentabilidade “impressionante”, tornando-se alvo de investidores globais.

Entre as justificativas do banco para acreditar no alto potencial de mercado do Alibaba estão questões estruturais da China, sendo que a empresa se beneficia do grande impulso para o consumo no mercado chinês e uma infraestrutura de varejo que a difere de empresas americanas. Segundo previsões, em 2018 o comércio eletrônico na China vai representar 18% do total consumido no país.

A segunda justificativa do banco é que o Alibaba se encaixa em um cenário de ecossistema e não apenas de empresa, com o “maior e mais sofisticado ecossistema de comércio eletrônico global”, facilitando a compra no atacado e varejo na China e exterior. O relatório afirma que será difícil que as concorrentes consigam formar a mesma estrutura de negócio, dando vantagem ao Alibaba.

Já a análise divulgada pelo RBC afirmou que o Alibaba fez o mesmo pelo mercado da internet na China que empresas como Google, Amazon e Facebook fizeram nos Estados Unidos e Europa Ocidental. A instituição financeira afirmou que já observa o Alibaba há uma década e tem ficado impressionada com a capacidade de visão e disciplina da equipe chinesa, além do desenvolvimento da plataforma. Sobre a chamada de estoque, o RBC afirmou que a avaliação é positiva.

O Evercore afirmou que consumidores e vendedores na China podem se beneficiar com a plataforma do Alibaba, que possui um alcance dominante e eficiência como vendedor, classificando o “Buy” ou “comprar” como indicado.

Apenas o relatório apresentado pelo Goldman não foi claramente positivo em relação ao Alibaba, ainda assim o banco afirmou que o Alibaba domina o maior mercado de e-commerce do mundo, com 279 milhões de compradores e 8,5 milhões de vendedores e atuando em 118 categorias de produtos. O relatório destacou que a plataforma é alimentada por “um sistema de computação em nuvem líder na indústria e suporta fluxo de transações descomunal em seus diversos mercados”. A análise afirma serem possíveis ações valendo US$ 102 nos próximos 12 meses e US$ 133 nos próximos dois anos, com capitalização de mercado de US$ 350 bilhões.

Fonte: http://www.businessinsider.com/analysts-on-alibaba-2014-10