Quer ressuscitar aquele PC antigo? Confira 5 distros Linux para te ajudar

Por Redação

Linux

Um dos grandes diferenciais das distribuições GNU/Linux é a sua versatilidade, já que cada distro traz suas particularidades e objetivos específicos. São centenas de opções, cada uma delas com suas exigências mínimas de hardware, e muitas são focadas em máquinas mais antigas, que não conseguem rodar as versões mais recentes do Windows. Ou seja, podem dar uma sobrevida àquela máquina antiga guardada no fundo da gaveta.

Pensando nisso, separamos as cinco distros mais famosas dessa categoria. O que todas elas têm em comum? Baixíssima exigência de poder de fogo por parte do processador, capacidade de rodar bem em máquinas com pouca memória RAM e pouquíssimo espaço em disco para serem instaladas. Então tire o pó daquele PC ou notebook antigo e o coloque para trabalhar!

1. Puppy Linux

Requisitos mínimos:

  • Processador: single-core de 333 MHz;
  • Memória RAM: 64 MB (recomendável: 256 MB);
  • Mídia de instalação: 208 MB (32 bits), 234 MB (64 bits);

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Capaz de rodar bem até em máquinas com mais de 15 anos de idade, o Puppy Linux tem uma interface 2D própria, exigindo o mínimo de desempenho por parte da placa de vídeo. Mesmo trazendo requisitos bastante modestos, ele vem com o que há de mais novo nas distros Linux, sendo perfeitamente capaz de rodar qualquer programa mais recente sem problemas. Além disso, é uma das distros mais fáceis de aprender para quem está começando no universo Linux.

2. Tiny Core

Requisitos mínimos:

  • Processador: Intel 80486DX (i486DX) 33-50 MHz;
  • Memória RAM: entre 8 e 64 MB;
  • Mídia de instalação: a partir de 12 MB;

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O Tiny Core é o carro-chefe da lista, sendo leve o suficiente para rodar em máquinas com mais de 25 anos. Sua versão mínima ("Core") requer apenas 8 MB de memória RAM por não contar com interface gráfica e rodar localmente, mas basta ter 12 MB para ter um desktop gráfico completo com suporte à internet via cabo. Sua versão "CorePlus" requer impressionantes 64 MB de memória RAM, com o extra de ser compatível com redes sem fio. É necessário ter um conhecimento médio para utilizá-lo, mas certamente é a opção mais leve da lista.

3. LXLE

Requisitos mínimos:

  • Processador: Pentium III (recomendável: Pentium IV)
  • Memória RAM: 512 MB (recomendável: 1 GB)
  • Mídia de instalação: a partir de 8 GB;

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Elevando um pouco a exigência de especificações, temos o LXLE. Ele não é tão minimalista quanto as primeiras distros, mas oferece uma experiência desktop completa, não devendo em nada para as distros mais exigentes. Seu diferencial é usar o Lubuntu como base, sempre partindo da versão LTS (Long-Term Support, com 5 anos de suporte) mais recente (no caso, a versão 16.04) rodando com a interface gráfica LXDE, totalmente baseada em 2D. Sabe aquela máquina encostada há alguns anos, incapaz de rodar o Windows 10 com toda a sua glória? Agora você já sabe como colocá-la para trabalhar novamente.

4. Lubuntu

Requisitos mínimos:

  • Processador: a partir do Pentium IV
  • Memória RAM: 512 MB (recomendável: 1 GB)
  • Mídia de instalação: a partir de 3 GB;

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A principal diferença entre o Lubuntu e o LXDE é o ponto de partida. O LXLE usa o Lubuntu (Ubuntu com LXDE) como base e faz as suas devidas modificações. Já o Lubuntu fica um passo atrás, sendo o bom e velho Ubuntu que estamos acostumados, mas com o diferencial de usar o LXDE como interface única e ser plenamente compatível com o ciclo de atualizações da Canonical. Ou seja, é o Ubuntu com toda a sua intuitividade e compatibilidade, diferenciando-se do Ubuntu padrão (com interface Unity) apenas pela interface, sendo uma opção leve e recomendada para marinheiros de primeira viagem.

5. Linux Lite

Requisitos mínimos:

  • Processador: single-core de 700 MHz
  • Memória RAM: 512 MB (recomendável: 1 GB)
  • Mídia de instalação: a partir de 3 GB;

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O Ubuntu pode ser baixado com diversas interfaces gráficas. Entre elas temos o LXDE (Lubuntu) e o XFCE (Xubuntu), voltadas para máquinas mais modestas. O Linux Lite é, basicamente, o Ubuntu com XFCE, mas não deve ser confundido com o Xubuntu. Há diversas otimizações por baixo do capô para torná-lo mais apropriado a máquinas mais antigas, sempre tomando a versão LTS como base. Quem pretende transformar aquele notebook antigo em uma máquina de alto desempenho, ele é uma das melhores opções que há por aí.

Usa alguma das distros acima? Qual considera a melhor? Conte para nós nos comentários!

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