12 games de realidade virtual para ficar de olho em 2016

Por Carlos Ferreira RSS

the town of light

Seja você um adepto da comoção atualmente no entorno da realidade virtual ou não, é fato que em 2016 dispositivos como o HTC Vive, o PlayStation VR e o celebrado Oculus Rift devem alterar e expandir sensivelmente as fronteiras do entretenimento eletrônico. Trata-se, afinal, do que deve ser uma nova forma de imersão – uma capaz jogá-lo de cabeça em uma masmorra abarrotada de aberrações sobrenaturais tão rápido quanto trocar discos no seu console favorito.

Embora este ano de estreia ainda deva ser bastante tateante para os novos periféricos de VR – durante o qual vão buscar embalo para permanecer nas prateleiras nos anos subsequentes -, a verdade é que já há um belo apanhado de títulos à espera do consumidor. De fato, com variedade e qualidade que fariam inveja aos primeiros anos de vários sistemas lançados ao longo das últimas décadas.

chronos

Em outras palavras, seja qual for o seu gênero ou estilo de jogabilidade favorito, é provável que aparatos como o Rift tenham, já de saída, um bom mostruário para ganhar a sua atenção – e também uma parcela potencialmente substancial do seu ordenado mensal. Dessa forma, deixe papel e caneta na mão para anotar alguns games de realidade virtual que merecem alguma atenção extra em 2016.

Edge of Nowhere

Mesmo não sendo o pacote de ação ininterrupta que algumas pessoas têm esperado encontrar nesta nova página da realidade virtual, Edge of Nowhere é digno de nota em pelo menos dois pontos. Primeiro, trata-se de uma proposta audaciosa que pretende mostrar que a VR não precisa necessariamente apresentar perspectiva em primeira pessoa – optando, antes, por uma visão em terceira pessoa.

Em segundo lugar, o título da Insomniac Games não necessariamente busca fazer o seu estômago dar cambalhotas. Em vez disso, o game lança mão de outra característica que deve ser o ponto forte da nova realidade virtual: a atmosfera. Aqui você se vê subitamente perdido entre montanhas na Antártida – em uma pura busca imersiva por sobrevivência.

Minecraft

De alguma forma, Minecraft realmente soa como uma experiência ideal para aparatos como o Oculus Rift. Quer dizer, como negar o apelo de um “jogo” notório por permitir a entrada em enormes espaços abertos à criação e à exploração? Ademais, a possibilidade de perambular livremente por uma Terra Média (ainda que quadriculada) ou pelas várias recriações de localidades reais atualmente disponíveis é um atrativo inegável – o que torna os dispositivos de VR uma adição bastante natural.

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EVE Valkyrie

Mesmo quem não é grande fã de EVE Online deveria ficar de olho e dar uma chance a EVE Valkyrie – cuja semelhança com o MMORPG fica apenas no compartilhamento do mesmo universo de jogo. Valkyrie deve ajudar a dar as primeiras formas às batalhas espaciais a bordo de naves, tanto em modo single player quanto em multiplayer.

Mas se trata também de um título com um belo peso sobre as costas. EVE Valkyrie deve acompanhar gratuitamente a versão comercial do Oculus Rift – de forma que o mostruário ali deve ser suficiente para fortalecer o apelo do formato e para convencê-lo da solidez da nova realidade virtual... Ou não. Seja como for, a versão Alpha anda convencendo muita gente, o que certamente é um bom sinal.

Adr1ft

Outro título que aposta na imersão sem precedentes do Oculus Rift – em detrimento das náuseas causadas pelo sobe e desce de carrinhos de montanha russa e afins. Em Adr1ft, há a possibilidade de realizar aquela fantasia secreta (e masoquista) de encarar, sozinho, a solidão do espaço, assumindo os passos de um astronauta “preso” em órbita da Terra após um acidente. Bem semelhante com certo filme “oscarizado”, é verdade.

Elite: Dangerous

Elite: Dangerous é quase o complemento perfeito para a experiência de Adr1ft. Novamente, você se vê perdido pelo silêncio tumular do espaço sideral – mas agora a bordo de um veículo. Embora possa soar excessivamente lento e contemplativo para alguns, Elite sem dúvida deve ajudar a pavimentar o caminho para outros títulos baseados em exploração espacial.

Euro Truck Simulator 2

Assim como praticamente todos os títulos compostos por “Simulator”, Euro Truck Simulator 2 não é o tipo de jogo que agrada logo de cara – pelo menos não no caso do jogador típico em busca de adrenalina sobre rodas. Até porque, convenhamos, nem se trata propriamente de um jogo.

Antes, a ideia aqui é encarar o batente de um caminhoneiro transportando cargas variadas pelo território europeu – sendo necessário respeitar a sinalização e, diferentemente de GTA, parar nos pedágios. Embora possa ser encarado sem periféricos de realidade virtual, não há como questionar a imersão extra de poder olhar pela cabine ou de botar a cabeça para fora da janela para entrar em uma via rápida.

Chronos

Chronos deve ser um abre alas para o que bem pode ser a nova forma de se jogar RPGs – uma baseada em encarar monstruosidades de forma muito mais próxima, graças ao isolamento característico da realidade virtual. O título exclusivo para o Oculus Rift parece mostrar bons genes, já que tem sido definido como uma mistura de The Legend of Zelda, Shadow of the Colossus e Dark Souls. Nada mal.

ARK: Survival Evolved

Embora algumas versões prévias mostrem que ainda há várias arestas a aparar, ARK: Survival Evolved traz uma das propostas que devem funcionar bem em realidade virtual. Aqui a ideia é tentar se virar em um ambiente selvagem naturalmente hostil – com a exceção de alguns dodôs perdidos aqui e ali.

Na verdade, já é possível experimentar o ARK: Survival com a versão DK2 do Oculus Rift - embora a versão final deva ser disponibilizada também para HTC Vive e PlayStation VR.

Altspace VR

Embora mereça menção nesta lista, Altspace VR é mais um jogo do que um aplicativo. Trata-se de um misto de realidade virtual e rede social, em que é possível interagir por meio de avatares que recriam seus movimentos – de forma que é possível confraternizar tanto por meio de um bate papo quanto encarando uma partida de Dungeons & Dragons à moda antiga.

Dreadhalls

Sim, os desenvolvedores dos novos aparatos de realidade virtual parecem empenhados em fazê-lo trocar de calças frequentemente. Senão, dê uma olhada em Dreadhalls. Em um calabouço gerado sempre de forma aleatória, você encarna um daqueles protagonistas cuja única ação possível é correr e se esconder (não necessariamente nessa ordem). O Amnesia da realidade virtual? A comparação parece apropriada.

The Town of Light

Juntamente com Dreadhalls, The Town of Light deve ajudar a formar o front de terror VR em 2016. Entretanto, diferentemente do primeiro, a criação da desenvolvedora LKA não trata exatamente de dar sustos. Na verdade, a coisa toda tende muito mais para o terror psicológico. Aqui você assume o papel de uma menina atormentada em uma busca por descobrir quem é e, basicamente, por que as coisas são como são. The Town of Light também já está disponível para a versão DK2 do Rift.

VR Sports Challenge

Ok, talvez Sports Challenge não vá além de um mostruário das possibilidades da realidade virtual para a simulação de esportes. Mas é um bom mostruário, aparentemente. Este “Wii Sports VR” permite uma boa dose de diversão com alguns movimentos básicos dentro do futebol americano, do basquete, do hóquei e do beisebol.

Mini games glorificados? Pode ser. Mas ainda assim algo divertido – e possivelmente um caminho das pedras para propostas mais audaciosas.

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