Placa de vídeo dos novos iMacs não pode ser substituída

Por Redação | 08 de Janeiro de 2018 às 10h53
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O novo iMac Pro, lançado no final do ano passado pela Apple, chamou a atenção por mais de um motivo. Trata-se do computador mais poderoso já produzido pela Maçã e, também, o primeiro a contar com uma opção de cor cinza espacial, a mesma que tanta gente já adora nos iPhones. Entretanto, o valor altíssimo cobrado pelo produto – que no Brasil não vai sair por menos de R$ 38 mil – também surpreendeu muita gente, recebendo agora, mais uma nota negativa por sua dificuldade na realização de upgrades.

Em mais uma de suas tradicionais desmontagens, o site iFixIt deu nota 3, de um total de 10, para o potencial de “reparabilidade” do iMac Pro. Isso significa que o novo lançamento da Apple não é necessariamente amistoso a upgrades e consertos, uma constatação que se tornou ainda mais negativa quando se percebeu que a GPU do computador está soldada à placa-mãe, o que impede sua substituição.

Por outro lado, componentes como o processador, memórias RAM e disco rígido podem ser trocados, o que pode, inclusive, significar alguma economia para usuários avançados, que tentem fugir dos preços mais altos cobrados pela própria Apple no upgrade. Realizar tais tarefas, entretanto, não é tarefa das mais fáceis, devido à dificuldade de abrir e acessar os componentes internos da máquina.

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Esse aspecto vem acompanhado de uma boa notícia: ao contrário do que muita gente pensava, o novo iMac Pro não é apenas uma nova versão dos antigos, mas sim, uma repaginação completa na linha. O principal motivo para tudo isso é o novo sistema de resfriamento, extremamente necessário quando se leva em conta o estilo arrojado do computador juntamente com as configurações robustas.

O processo de abertura continua começando pela tela, com a remoção do adesivo que liga o display de 27 polegadas ao corpo do dispositivo. Isso é necessário para qualquer tipo de reparo já que, novamente, para manter tudo fresquinho no interior, a Apple acabou com a porta externa para substituição da memória RAM, trocando-a por saídas de ar para o cooler.

O iFixIt chama atenção, ainda, para o fato de que, apesar de o processador do iMac Pro ser removível, o computador conta com uma versão customizada do componente. Ou seja, por mais que uma substituição seja, teoricamente, possível, sua aplicação prática pode ser impossibilitada pela simples indisponibilidade de componentes compatíveis no mercado. O mesmo vale, também, para os discos SSD, mas aqui, ainda é possível enxergar alternativas.

Os especialistas do site criticaram ainda o fato de o acesso aos componentes substituíveis exigir acesso direto à placa-mãe e a remoção de diversas outras peças para que possam ser alcançados. A indicação, ao final da desmontagem, é que os interessados escolham suas configurações bem antes de realizar a compra, uma vez que estamos falando de uma máquina de difícil upgrade.

Entretanto, isso é mais fácil de falar do que de fazer. Mesmo nos Estados Unidos, o valor do modelo com a melhor GPU disponível é quase US$ 2 mil mais alto que o da edição tradicional, enquanto no Brasil, essa mudança custa mais de R$ 4 mil. É claro, estamos falando, novamente, da máquina mais robusta já lançada pela Apple, mas mesmo ela não é capaz de resistir ao teste do tempo, por mais que leve mais tempo para ficar obsoleta.

Fonte: iFixIt

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