Numero de PCs vendidos no Brasil cresceu 15% em 2017, aponta pesquisa

Por Wagner Wakka | 20 de Março de 2018 às 15h51

A IDC divulgou hoje o resultado de sua pesquisa IDC Brazil Tracker, com relação ao último trimestre do ano passado no mercado de tecnologia do país. O dado de maior destaque é o crescimento de 21% no número de vendas de computadores em comparação com o mesmo período do ano anterior. No acumulado anual, 2017 teve um crescimento de 15% em relação a 2016.

“Foi o primeiro ano de crescimento nas vendas de PCs no país desde 2011, graças a fatores como a liberação do FGTS, que contribuiu para o poder de compra do consumidor, e o melhor Black Friday desde que começou a ser realizado no país, o que se pode creditar a um aumento da confiança do consumidor”, comenta Pedro Hagge, analista de pesquisa da IDC Brasil.

Ele ainda acredita que as empresas voltaram a sentir estas melhorias, com isso, também permitindo mais investimentos para o ano. “As empresas também voltaram a fazer investimentos para atualizar seu parque instalado, e projetos importantes do poder público, antes parados por conta da crise política, foram entregues no final do ano”, aponta.

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Ao todo, foram vendidas 1,47 milhão de máquinas somente nos últimos três meses do ano passado e 5,19 milhões em todo 2017. Do total de PCs vendidos no quarto semestre, 66% foram notebooks (970 mil, 4% a mais que no mesmo período em 2016) e 34% desktops (509 mil, 19% de crescimento em relação ao quarto trimestre do ano passado). Nos resultados anuais, no entanto, o crescimento maior foi dos notebooks, 26%, contra 13% dos desktops.

Com o resultado positivo, os olhares agora se voltam para o futuro. A projeção para este ano sugere crescimento de 2%, com vendas em torno de 5,3 milhões de máquinas. Muito disso deve acontecer por conta de reflexo da recuperação da economia e da estabilidade política, além do aumento da confiança do consumidor e das empresas, e da demanda reprimida nos últimos anos. “O segmento de PCs é já bem consolidado e maduro, com uma boa penetração de mercado. A tendência é mais de troca de equipamentos para atualização do que compra da primeira máquina, e isso se reflete também no tipo de equipamento vendido – há uma maior preocupação com qualidade e menos procura por produtos de entrada”, analisa Hagge.

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