Intel quer 'matar' o desktop como conhecemos, afirmam relatórios

Por Redação | 30 de Novembro de 2012 às 15h55
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O mercado de PCs está sofrendo um grande abalo estrutural devido à chegada dos smartphones e tablets. E relatórios e reportagens divulgados nos últimos dias afirmam que a Intel, maior produtora de processadores do mundo, deverá 'matar' o desktop como o conhecemos hoje.

De acordo com os relatórios, uma mudança na forma como os processadores da Intel se conectam à placa-mãe do PC deverá gerar uma série de alterações no que conhecemos como um computador.

Os processadores são acoplados às placas com o auxílio de soquetes. E os processadores Intel compatíveis com o circuito e o soquete são inseridos posteriormente pelo utilizador final, seja ele um entusiasta ou fornecedor de PCs. Os relatórios afirmam que esta arquitetura deverá desaparecer nos próximos anos.

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Por outro lado, os processadores móveis são soldados diretamente à placa de circuito, o que traz vantagens na questão do espaço, já que em um dispositivo móvel qualquer milímetro é importante. Mas, quando falamos do mercado de PCs, soldar o processador à placa-mãe iria acabar com o setor de entusiastas que gostam de escolher entre uma vasta variedade de processadores para acoplar em seus computadores e que atendem melhor às suas necessidades.

Placa-mãe Gigabyte

Reprodução: CNET

Uma reportagem do site Semiaccurate afirma que essa modificação irá ocorrer quando a empresa lançar o seu processador Broadwell - desenvolvido exclusivamente para dispositivos móveis - em 2014. Porém, na mesma matéria, o site afirma que isso ainda não foi definido e que a Intel poderia retornar os soquetes em um novo projeto de chipset chamado de Skylake.

Segundo o site CNET, especialistas ainda afirmam que esta mudança de foco para o mercado móvel da Intel indica que a companhia está vivendo "um sentimento de crise", onde processadores com base na arquitetura ARM estão conquistando espaço mercadológico, que antes pertencia a ela, com a chegada dos smartphones e tablets. A Intel não comentou os rumores e especulações sobre os seus futuros projetos.

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