Especialistas esperam que orçamentos de TI no Brasil caiam, em média, 1% em 2017

Por Redação | 26 de Abril de 2017 às 17h31
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O mercado de TI na América Latina não terá muito do que reclamar ao final de 2017, isso porque a Gartner prevê um aumento de 4,5% nos orçamentos do setor para este ano. O desempenho é levemente superior ao de 2016, no qual a verba destinada à tecnologia de informação aumentou 3,5% em relação ao ano anterior. Apesar do crescimento geral, o desempenho brasileiro deve puxar a média para baixo, garantem os especialistas.

Isso porque os líderes de TI no país apontam que os orçamentos de TI por aqui devem cair cerca de 1% neste ano — no ano passado, a verba do setor apresentou crescimento de 2,4%. Este panorama reforça um desafio que se tornou comum no âmbito da TI brasileira especialmente nos últimos anos: otimizar custos a fim de driblar a crise econômica.

“Neste ano, devido às incertezas econômicas e políticas, os CIOs latino-americanos precisarão agir com rapidez e ser ainda mais criativos e inovadores do que o restante do mundo”, comenta o diretor de pesquisas do Gartner, Henrique Cecci, durante a Conferência Gartner Infraestrutura de TI, Operações & Data Center, realizado em São Paulo. “Os CIOs do Brasil, em particular, devem focar nas oportunidades de otimização de custos do negócio como um todo, com o objetivo de disponibilizar fundos adicionais, não apenas para a área de TI, mas para toda a empresa.”

Estratégias

Para o Gartner, são duas as principais estratégias para otimizar os custos de infraestrutura e operações (I&O) por aqui: benchmarks de gastos gerais e modernização do data center. Segundo os analistas da empresa, o ideal é focar nas plataformas de I&O e usar os benchmarks para descobrir onde os cortes serão mais eficientes. Tudo isso em detrimento de reduções generalizadas.

Além disso, os analistas apontam que escolher o serviço de data center correto vai além da questão de infraestrutura. Isso porque avaliar de forma detalhada as capacidades do provedor, como nuvem, acomodação, alocação e computação de ponta, é uma maneira segura de evitar o comprometimento da infraestrutura.

“No Brasil, os serviços em nuvem têm custos e limitações mais altos quando comparados com implementações similares em países desenvolvidos”, expõe Cecci. “Portanto, os líderes de TI no Brasil devem adotar uma estratégia prudente de Data Center que incorpore o melhor dos dois mundos, pelas razões certas e no momento certo.”

Via Computer World

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