Projeto paralelo do FB dá origem a startup especialista em soluções open source

Por Redação | 06 de Março de 2015 às 07h46
photo_camera Reprodução

Após três anos de existência, o Facebook Open Compute Project deu mais um fruto. Como se não bastassem os trabalhos na construção de um dos maiores e mais confiáveis data centers do mundo, o projeto paralelo deu a luz, agora, a uma startup, a Coolan, fundada por funcionários antigos da rede social e voltada, justamente, para soluções melhores e mais eficientes para armazenamento de dados e funcionamento de serviços web.

A ideia é continuar o trabalho que já vinha sendo realizado na empresa, só que de forma independente. E já de início a Coolan diz ter recebido um belo investimento, de valor e fontes não reveladas, que vai permitir a criação e estabelecimento da companhia, além do lançamento de seus primeiros produtos. Quem falou sobre o assunto foi o site Business Insider.

Boa parte da empolgação em torno da startup tem a ver com o próprio Facebook, mas também com quem está por trás dela. O fundador da Coolan é Amir Michael, ex-líder de design do time de hardware da rede social e um dos criadores do Open Compute Project. Agora, ele deixa a companhia para se aliar a seu irmão, Yoni Michael, e Jonathan Heiliger, também um dos primeiros desenvolvedores de software e infraestrutura a trabalharem para Mark Zuckerberg.

Os dois, aliás, têm uma grande experiência na bagagem: a criação do data center de Prineville do próprio Facebook, considerado um dos mais eficientes e ecológicos do mundo. Utilizando tecnologias renováveis de geração de energia e reduzindo ao máximo o consumo, o complexo é uma das principais bases da arquitetura da rede social e responsável por mantê-la funcionando em boa parte do território americano.

Acima de tudo isso, a Coolan é a maneira pela qual os responsáveis pelo Open Compute Project vão conseguir ganhar dinheiro com suas invenções. Como o nome já diz, estamos falando de arquiteturas de código aberto, que uma vez desenvolvidas, são liberadas publicamente para quem quiser utilizá-las. O objetivo é criar sistemas – e até hardwares – baratos, econômicos e fáceis de serem administrados, fatores essenciais principalmente quando estamos falando de empresas gigantescas como o próprio Facebook.

E é justamente nessa ponta que os serviços da Coolan serão essenciais, já que ela vai realizar um trabalho de software-as-a-service, auxiliando companhias na implementação das tecnologias que saírem do Open Compute Project. A ideia é auxiliar as companhias interessadas na implementação de seus data centers, melhores práticas, configurações e instalação. O trabalho abrange todas as etapas, desde a escolha do melhor lugar para os servidores e a temperatura da sala até otimizações voltadas para o tipo específico de trabalho que está sendo realizado.

Para Amir, trata-se de trazer transparência ao mercado. Segundo ele, mesmo utilizando arquiteturas de código aberto, empresas como Dell e Cisco, por exemplo, ainda mantêm métodos proprietários de trabalho e pedem que os clientes confiem no nome na hora de realizar uma tarefa. Essa é a mudança que a Coolan quer realizar, fazendo um trabalho dedicado a cada cliente, de forma que melhor atenda às necessidades dele.

Além disso, outro grande foco é a relação direta com os departamentos de TI das companhias, além do trabalho com revendedores. Para dar conta da alta carga de serviço que estão esperando, a Coolan pretende realizar cursos de formação e licenciar suas soluções para terceiros, de forma a expandir suas atividades regionalmente. Ao todo, serão 10 funcionários na abertura da startup e alguns clientes já estão fechados para a rodada inicial de trabalhos.

A saída de alguns de seus principais nomes também não significa o fim do Open Compute Project, como os donos da Coolan deixaram claro. O projeto continua e, inclusive, conta ainda com a presença de Frank Frankovsky, um de seus idealizadores. Ele, apesar de já ter deixado o Facebook, permanece como líder da iniciativa, além de trabalhar em sua própria solução de armazenamento óptico para uma companhia própria, que ainda não abriu as portas.

Instagram do Canaltech

Acompanhe nossos bastidores e fique por dentro das novidades que estão por vir no CT.