Guia de Cursos de TI: Engenharia da Computação

Por Redação | 18 de Fevereiro de 2013 às 09h05
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Duração do Curso: 5 anos

Mercado de trabalho: Ramo bancário, montadoras, empresas de telefonia, indústrias, governo, pequenas, médias e grandes empresas, multinacionais, empresas que prestam serviços de TI

Salário inicial: R$ 4.068,00 (CREA-SP)

Expectativa salarial: até R$ 15 mil

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Um dos mais tradicionais cursos da área de TI, a engenharia da computação se aproxima das engenharias mais antigas, com cinco anos de duração, sendo os dois primeiros voltados para noções de matemática, física e engenharia básica. A grade do curso é vasta e inclui desenvolvimento e manutenção de software, processos, automação, montagem e configuração de hardware, de peças de computadores a robótica, e a integração entre ambos.

Apesar da predominância do hardware, o aluno também terá noções de especializações de outros cursos técnicos, como engenharia de software, redes de computadores e banco de dados. "O curso é muito puxado, o aluno tem que ter em mente que vai passar por dois anos de cálculo, dois anos de física, e que ao longo do curso ele vai passar por uma série de conteúdos que exigem uma capacidade de racioncínio grande", conta Almir Meira, Engenheiro Eletrônico formado pela UNESP e professor de Redes de Computadores na FIAP. "Mas eu diria que vale cada minuto gasto depois".

Em uma empresa, o engenheiro é responsável não apenas pela manutenção de hardware e de máquinas, mas também por otimizar o trabalho de computadores, casando a estrutura física ao seu potencial de produção. Uma das vantagens do profissional da área é a possibilidade de atuar em um grande número de empresas diferentes, inclusive concorrer por vagas de outras áreas da engenharia, como a elétrica e da telecomunicação.

Engenheiros de Computação que resolvam se especializar na área de gestão podem até concorrer com profissionais de outros cursos, como Administração. "Muitos bancos, por exemplo, contratam engenheiros para áreas gerenciais, porque esses profissionais entendem de processos e projetos, até mais que administradores, que têm uma visão mais voltada para o negócio", diz Almir.

O engenheiro de computação encontra um mercado em bom momento no país, com um grande número de vagas e salários altos, puxados em parte pela necessidade do mercado por esses profissionais e em parte pelo alto piso da profissão. "O Brasil tem uma demanda reprimida de alguns milhares de engenheiros nesse momento, algo em torno de 25 a 30 mil engenheiros de forma geral, e cerca de 2 mil a 3 mil engenheiros de computação", explica Almir.

Para garantir uma entrada bem sucedida no mercado de trabalho, o professor recomenda que o aluno procure estagiar o quanto antes, mas lembra que o estágio nos dois primeiros anos do curso não são computados para o chamado estágio obrigatório, que acontece a partir do terceiro ano. Com um piso alto, estudantes da engenharia da computação podem conseguir estágios de seis horas por dia com bolsas de até R$ 1.700,00.

Sendo um profissional de nível superior, o engenheiro da computação pode continuar seus estudos através de uma pós-graduação (Mestrado e Doutorado) ou através de cursos de especialização. A atualização profissional é particularmente importante nesta área, ressalta Almir, que afirma que um profissional pode acabar "morrendo" no mercado se achar que pode parar com o que aprendeu na faculdade. "São áreas muito voláteis, se não se atualizar você fica para trás em um ano e meio", explica.

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