Robôs se arrastam por paredes e criam estruturas fantásticas

Por Redação | 15 de Agosto de 2016 às 07h48

Normalmente, a noção de ter um par de aranhas robôs andando pela sua casa parece bastante alarmante. Mas e se você soubesse que elas estavam tecendo uma complexa rede baseada em algoritmos matemáticos enquanto você estava fora? De repente, esse medo pode se tonar um desejo, e quem sabe, uma soneca, já que esses robôs rastejantes podem criar uma resistente rede de fibra de carbono.

A Mobile Robotic Fabrication System for Filament Structures foi criada no Instituto de Design Computacional (ICD) da universidade de Stuttgart. O conceito por trás da empresa é a “construção por enxame”: vários pequenos robôs trabalhando juntos para produzir apenas um objeto. Nesse caso, esses robôs parecem aqueles aspiradores de pó Roomba escalando as paredes e construindo estruturas com fios de carbono parecidas com aquelas criadas em um espirógrafo, brinquedo que produz curvas matemáticas conhecidas como hipotroclóides e epitroclóides. Esse projeto em particular foi feito baseado em um trabalho da estudante Maria Yablonina.

“Nós estamos apenas bem no começo da exploração verdadeira de todo potencial desse sistema de fabricação”, diz Achim Menges, diretor do ICD. “Mas estamos convencidos de que a principal vantagem desse método é poder construir estruturas totalmente novas que seriam impossíveis de serem feitas de outra maneira”. No mínimo, é muito legal de assistir essas pequenas criaturas tecnológicas fazendo essa obra da engenharia. Os robôs têm carreteis de fios de fibra de carbono que vão entrelaçando entre os suportes nas paredes. Essa capacidade de rastejar ao longo da parede e interagir com outro dispositivo semelhante durante o trabalho permite a construção de estruturas verdadeiramente únicas e utilizar todo o espaço disponível de forma única.

Menges diz que se inspirou na economia e habilidade da natureza, sua equipe se baseou em construções de carapaças de insetos e lagostas, e os robô utilizados nos experimentos claramente foram influenciados por aracnídeos e outros animais da tecelagem. O plano agora é aumentar o número de robôs e permitir que eles manuseiem e agreguem as fibras de carbono em outras superfícies, como tetos e paredes curvadas, possibilitando construções ainda mais criativas.

Via: TechCrunch

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