Cientistas desenvolvem polvo robô movido a flatulências

Por Redação | 31.08.2016 às 23:50

A última invenção de pesquisadores no ramo de robôs cefalópodes tem tudo para ser um sucesso: é pequeno, macio, não precisa da bateria... E solta gases. O adorável robozinho que cabe na palma da mão é resultado do trabalho de uma equipe de engenheiros da Universidade de Harvard. Eles criaram o nosso amigo flatulento colocando silicone líquido dentro de um molde com forma de polvo em uma impressora 3D. Uma central de controle no meio do corpo do robô direciona o combustível composto de peróxido de hidrogênio para câmaras que convertem o líquido em gás oxigênio e vapor de água. O gás expelido infla as pernas através de estreitos canais que percorrem seu corpo e as tornam agitadas.

Mas depois de fazer o polvo se contorcer todo, o gás precisa ir para algum lugar, então a equipe projetou diversos pequenos orifícios por onde o pequeno polvo pode soltar suas flatulências. Nada torna um robô mais compreensível do que soltar peidos. Esse novo polvo se junta a uma longa linha de robôs inspirados no animal, muitos deles chamados de Octobot. Criações anteriores, como o da pesquisadora italiana Ceclia Laschi´s, contavam com atuadores rígidos, sistemas de controles e baterias para se locomoverem, imitando a reprodução natural do movimento do animal de verdade, algo que está sendo buscado intensamente por cientistas que querem tornar os movimentos das máquinas mais naturais.

Michael Wehner, líder da pequisa, diz que há décadas cientistas visionários prometem a existência robôs entre nós, mas afirma que o problema é que os robôs não são reconhecidos pelas suas habilidades, mas sim pelo seu nível de segurança com os humanos. Máquinas construídas com partes rígidas, simulando estruturas humanas, podem machucar pessoas — até mesmo o robô-segurança de shopping no formato de ovo oferece algum perigo, tendo machucado uma criança.

Mas o polvo desenvolvido em silicone é totalmente inofensivo e mais adequado para interagir com os delicados corpos dos seres humanos. Assim, pesquisadores estão se inspirando cada vez mais nesse animal de oito patas que muda de cor e ainda tem ventosas nos seus tentáculos. Whener e sua equipe acham que a inspiração no animal pode ajudar a atrair o apoio do público para o desenvolvimento de criaturas com essas características menos ameaçadoras.

Via: TheVerge