Pesquisa sugere uso de placas que proíbem selfies para evitar fatalidades

Por Natalie Rosa | 01 de Outubro de 2018 às 12h01
Reprodução

Pesquisadores do Instituto de Ciências Médicas da Índia recomendam que pontos turísticos populares recebam placas de "zonas sem selfies" para evitar acidentes. Segundo dados coletados pelo instituto, entre 2011 e 2017, cerca de 259 pessoas morreram na tentativa de tirar selfies em todo o mundo.

Segundo o Dr. Agam Bansal, líder do estudo, houve um aumento bastante significativo de mortes causadas por tentativas de selfies de 2014 e 2015 a 2016 e 2017. Segundo o pesquisador, o crescimento no número de acidentes se deve ao aumento de recursos de selfies aprimorados, maior disponibilidade de bastões de selfie e concursos que premiam as melhores fotos.

Ainda de acordo com os dados da pesquisa, cerca de 75% das vítimas são homens, em sua maioria adolescentes e jovens com até 30 anos. Entre as maiores causas estão afogamento em ondas na praia, quedas de barcos, em locais com sinalização "proibido nadar", quedas em lugares muito altos, atropelamento e fogo.

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A maior parte das mortes aconteceu na Índia, principalmente por ser um país bastante populoso e com grande proporção de jovens. Na sequência, respectivamente, estão a Rússia e os Estados Unidos.

Algumas localidades já começaram a instalar placas de proibição de selfies, como na cidade indiana de Mumbai, onde 16 localidades estão banidas. Praias e penhascos do estado indiano de Goa também estão recebendo sinalizações. Já na indonésia, no Monte Merapi, as autoridades estão criando um local "seguro para selfies".

Os pesquisadores deixam claro que o problema não são as selfies, mas sim o comportamento humano, que não reconhece as áreas de risco: "Os indivíduos precisam ser educados em relação a determinados comportamentos arriscados e localizações perigosas onde selfies não devem ser tiradas".

A indicação é que os avisos proíbam selfies em locais muito altos, como edifícios e picos de montanha, entre outras áreas turísticas perigosas.

Fonte: Digital Trends

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